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TJ manda bloquear R$ 134 mi em bens de Ricardo e mais 34

O desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba, responsável pelas ações da ‘Operação Calvário’, determinou nesta segunda-feira (3) o sequestro de R$ 134,2 milhões em bens e valores dos acusados de integrarem uma suposta organização criminosa que teria atuado no Governo do Estado. A apuração da informação foi feita pelo blog da jornalista Sony Lacerda.

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Entre os alvos estão o ex-governador Ricardo Coutinho, a prefeita do Conde, Márcia Lucena, e as deputadas estaduais Estela Bezerra e Cida Ramos, todos do PSB. Segundo o Ministério Público da Paraíba, a organização criminosa seria comandada por Ricardo.

Os R$ 134,2 milhões foram desviados de recursos das áreas de Saúde e Educação, com pagamento de propinas milionárias, através de organizações sociais, tendo como principal a Cruz Vermelha, entre 2011 e 2018.

Na decisão, o magistrado explica que deferiu o pedido para garantir que o dinheiro supostamente desviado seja devolvido aos cofres públicos, caso efetivamente os suspeitos sejam considerados culpados.

O Portal Correio não conseguiu falar com os envolvidos na decisão. Caso as respectivas defesas busquem se manifestar, podem encaminhar declarações para o e-mail [email protected].

A defesa do ex-governador Ricardo Coutinho emitiu uma nota oficial sobre a decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida. Confira abaixo, na íntegra:

Nota oficial da defesa de Ricardo Coutinho
Mesmo após as diversas ordens de bloqueio, buscas e apreensões e quebras de sigilo bancário e fiscal que foram realizadas, jamais encontraram R$ 1 real de Ricardo Coutinho que não fosse compatível com a sua renda e com seu histórico de vida pública.
A Operação Calvário, desde os seus primórdios, vem sofrendo derrotas nas instâncias superiores, e, por isso, o Ministério Público tem lançado mão de pedidos requentados, sem fatos novos, com o nítido intuito de confundir a cabeça da população, especialmente no momento em que o ex-governador lidera todas pesquisas eleitorais para a Prefeitura de João Pessoa.
A defesa repudia ainda, com veemência, o fato de não ter tido o direito de acessar os autos do processo para se manifestar, não obstante as inúmeras tentativas perante o Tribunal de Justiça e apesar da íntegra da decisão já estar circulando em diversos veículos de imprensa desde o início da manhã de hoje.
João Pessoa, 03 de agosto de 2020.
Eduardo Cavalcanti
Igor Suassuna
*Matéria atualizada às 10h40 desta terça-feira (4) para inclusão da nota da defesa de Ricardo Coutinho.

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