Moeda: Clima: Marés:
Início Política

Delação de Livânia cita dois deputados federais e seis estaduais

Mais uma parte do acordo de colaboração da ex-secretária da Paraíba Livânia Farias com o Ministério Público estadual (MPPB), dentro da Operação Calvário, veio a público neste domingo (5). No Termo de Transcrição de 11 páginas, Livânia relata que o apoio do Democratas à reeleição de Ricardo Coutinho, em 2014, custou R$ 2 milhões e detalha como se deu o pagamento ao deputado federal Efraim Filho, líder do partido na Câmara Federal e também líder da bancada do Estado no Congresso.

“Que em 2014, soube através de Ivan Burity [também fez acordo de colaboração] que houve um acordo, para Efraim Filho ficasse com apoio da chapa seria pago um valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais); Que Ivan fez um repasse para Efraim Filho de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) no dia do acordo; Que depois repassou juntamente com Leandro [Nunes, ex-assessor de Livânia] a quantia de R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) que foram entregues no bairro Jardim Luna, em um prédio defronte a um quiosque da empadinha Barnabé; Que foram pagos R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) referentes ao acordo feito com Ivan; Que os detalhes sobre o restante e o que foi pago a Efraim Filho foram feitos por Ivan; Que só fez esse repasse de R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais)”, diz trecho do termo.

Na ALPB

Ainda no documento, Livânia cita ainda os nomes dos deputados Edmilson Soares, Tião Gomes, Branco Mendes, Genival Matias e Lindolfo Pires, além de Arthurzinho, suplente de deputado estadual e filho do conselheiro Arthur Cunha Lima, este último afastado durante a 7ª fase da Operação Calvário, a Juízo Final, que também afastou outro conselheiro, Nominando Diniz, e investiga um terceiro, André Carlo Torres.

Ainda sobre o conselheiro Arthur Cunha Lima, Livânia afirma que o descontentamento do filho Arthurzinho, por ter recebido um valor menor que os demais, ameaçou usar a influência do pai. “Que quando Arthurzinho soube que foi pago uma parte maior a Edmilson, chegou uma liminar na Secretaria de Educação proibindo o pagamento a empresa; Que a liminar era de Arthur Cunha Lima; Que Arthuzinho em conversa teria dito ter feito isso”, relata a ex-secretária na transcrição.

Em outra parte, Livânia afirma terem sido pagos um total de R$ 4 milhões, provenientes de propina, boa parte desse valor diretamente ao então governador Ricardo Coutinho (PSB), na Granja Santana. Ela afirma que o socialista teria dito que um dos pagamentos, feitos antes de 2014, serviriam para pagar a política pois o mesmo estava sendo sufocado pelos deputados.

Empasa

Em outra página do termo de transcrição, Livânia fala sobre a venda e compra de um produto, envolvendo a Empasa e os deputados Nabor Wanderley e Hugo Motta, pai e filho. O valor seria de R$ 1 milhão. Também cita em uma das páginas que Zennedy Bezerra, braço direito de Lucélio Cartaxo, teria pedido um R$ 1 milhão para a campanha de Lucélio ao Senado, na chapa encabeçada por Ricardo, em 2014. Ela afirma ter repassado R$ 300 mil em dinheiro em mãos, na sede do Canal 40.

Fala ainda sobre o loteamento dos cargos nos Hospitais de Trauma de João Pessoa e o Metropolitano de Santa Rita, e uma divisão de cargos de prestadores de serviço na área da Educação. A ex-secretária afirma que os deputados e o governador indicavam vários nomes.

Delação

Livânia é acusada de integrar uma Organização Criminosa (Orcrim) pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que recebia propinas através do desvio de recursos públicos por Organizações Sociais que atuavam nas áreas de Saúde e Educação, Paraíba. Ela foi presa em março de 2019 e acabou solta após assinar acordo de colaboração.

Colaboração essa que tem pautado as demais fases da Operação Calvário, juntamente com o acordo feito por outro integrante da Orcrim, segundo o Gaeco, o ex-secretário de Turismo Ivan Burity, também preso e solto após decidir colaborar.

Comentários

Jo disse:

Precisamos de uma varredura Boa em campina grande. Tem que investigar porque o pb da cidade e muito grande e tido mundo que ser PREFEITO desta cidade que rola muito dinheiro. Tem que investigar não só o hoje mas i ontem tb.

oscar disse:

Livania levou uma propina na granja do Governador no valor de Hum milhão.. dizendo que era uma manga de Souza, pense numa manga cara. tudo era escrito no guardanapo

Jasmina disse:

Só precisamos que a justiça devolva o chefe pra cadeia onde ele não deveria ter saído, e o restante, pra min são todos bandidos da pior espécie, acho ainda pior do que os de arma na mão que estão nas ruas

Robério disse:

a maior hipocrisia é que a maior parte desses desvios vão para a própria campanha, pra comprar voto, ou seja, o próprio povo recebe propina pra votar em cabra safado e depois reclama que os políticos são corruptos

JOSINALDO VAZ DE MEDEIROS disse:

Ajustiça tem que confiscar os bens dessa quadrilha

Hilda Santos Costa disse:

Eu estou impressionada meu Deus.Por que as vezes ficamos sacrificados pra pagar contas inesperadas…Nao dormimos direito para manter compromissos quando aparece doencas e disturbios familiares.Mas essas pessoas ,com tanto dinheikro em maos….nada ,prestigio e outras coisas nao entenderam jamais o que passamos.

Edmilson disse:

Cadeia não é só pra pobre esses vermes que roubam milhões da saúde e da educação deve sim ir para cadeia e devolver o dinheiro roubado sim

Edmilson disse:

Parabéns para o GAECO orgulho do povo paraibano limpe toda essa sujeira da Paraíba

Jose de Anchieta Medeiros Morais disse:

Corrupto não tem nome nem partido, são todos iguais e devem ter o mesmo destino, cadeia .

Jana disse:

Vergonha é vê esses ladroes soltos cadeia neles

Tarcísio disse:

Isso é uma VERGONHA pra nossa Paraíba!!!! Infelizmente.

Fred Soares disse:

Todos bandidos, se Brasil fosse um país sério, estavam todos esses políticos safados que roubam o dinheiro da saúde e da educação na cadeia.

Deixe seu comentário
Seu endereço de email não será revelado.

publicidade
© Copyright 2022. Portal Correio. Todos os direitos reservados.