
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentou na semana passada um conjunto de orientações para juízes que atuarão nas eleições de 2026.
As diretrizes foram detalhadas pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, durante reunião com presidentes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais).
O objetivo é reforçar ética, imparcialidade e transparência no período eleitoral. As medidas também buscam padronizar a conduta de quem atua na organização do pleito e no julgamento de ações.
As recomendações tratam de temas sensíveis, como participação em eventos, uso de redes sociais, contato com candidatos e divulgação de decisões.
Para o presidente do TRE de Goiás, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, houve alerta claro sobre comportamento.
“Houve pertinentes recomendações sobre a conduta dos magistrados, acautelando comportamentos que possam traduzir em arranhamento da isenção que deve orientar a atuação das autoridades da Justiça Eleitoral”, afirmou.
A presidente do TRE do Rio Grande do Norte, desembargadora Lourdes de Azevêdo, reforçou o compromisso com neutralidade.
“Nosso compromisso é com a transparência absoluta de todo o processo eleitoral, e, para garantir a segurança jurídica do pleito, nossos magistrados estarão atentos a manter uma postura de imparcialidade e isenção”, afirmou.
Outros presidentes de TREs manifestaram apoio às regras. O presidente do TRE do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, lembrou a responsabilidade da Justiça Eleitoral.
“Além de atuar na esfera jurisdicional, a Justiça Eleitoral tem a atribuição de organizar as eleições, o que demanda atenção e cuidado redobrados. As orientações serão transmitidas a toda a Corte e aos juízes eleitorais do estado, para que sejam rigorosamente seguidas”, afirmou.
No mesmo sentido, o presidente do TRE da Paraíba, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, destacou: “São coisas que já estão inerentes a cada magistrado, que cada um deve observar na relação principalmente com o segmento político”.
Ao encerrar a reunião, Cármen Lúcia ressaltou a importância de uniformizar condutas em todo o país, fortalecendo a credibilidade da Justiça Eleitoral no ano do pleito.
Nos estados, os presidentes dos TREs informaram que vão repassar integralmente as orientações a juízes e membros das cortes regionais, com foco na organização segura e transparente das eleições de 2026.
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