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Ucrânia tenta esquecer guerra em busca de classificação para Copa

Seleção, que enfrenta a Escócia na semifinal da repescagem europeia, viu futebol paralisado e teve de treinar longe de seu país
Ucrânia
Foto: Pixabay

Ferida emocionalmente pela guerra contra a Rússia, a Ucrânia reúne suas forças nesta quarta-feira (1º) para a primeira partida oficial desde a invasão em seu território. O jogo contra a Escócia, em Glasgow, vale uma vaga na final da repescagem europeia para a Copa do Mundo. O vencedor enfrentará o País de Gales na decisão. A informação é do R7.

A última partida oficial dos comandados de Oleksandr Petrakov aconteceu em novembro de 2021, contra a Bósnia e Herzegovina. Desde o início dos confrontos no território ucrâniano, há quase sem dias, o futebol precisou encarar uma nova realidade.

Para compensar todo tempo perdido, além das partidas extra-oficiais realizadas contra Borussia Mönchengladbach-ALE e Empoli-UCR, o elenco está reunido em concentração desde 6 de maio. Jogadores que atuam fora da Ucrânia tiveram que esperar suas temporadas nos clubes acabarem para poder se juntar à equipe.

O meio-campo Oleksandr Zinchenko, um dos principais jogadores da equipe e também quem mais se posiciona contra o que chama de “agressão da Rússia”, desabou em lágrimas na entrevista oficial.

“Todo ucraniano tem o sonho de parar a guerra. Eu conversei com muitas pessoas de diferentes países. Falei com crianças ucranianas, eles não entendem nada, mas dizem uma coisa: ‘Eu sonho que a guerra acabe’. No futebol, também temos um sonho. O sonho é ir à Copa do Mundo e dar essa emoção aos ucranianos neste momento difícil. Eles merecem”, disse o jogador.

Jogadores locais e treinos na Turquia

Para se preparar para as decisões, a seleção da Ucrânia precisou realizar alguns amistosos um tanto quanto exóticos, com jogadores que atuam no futebol local. O time foi ao jogo basicamente com jogadores que atuam em times de seu país.

Outros jogadores que atuam em times de fora não foram liberados pelo respectivos clubes, como o próprio Zinchenko, que pertence ao Manchester City-ING, atual campeão inglês, e também o atacante Roman Yaremchuk, que defende o Benfica-POR.

O primeiro amistoso foi realizado no começo de maio, contra o Borussia Monchengladbach-ALE, mas o futebol foi o menor dos espetáculos. Os mais de 20 mil torcedores presentes no Borussia-Park formaram um mosaico com as cores azuis e amarelas em homenagem à Ucrânia e levantaram cartolinas com mensagens de apoio. A seleção ucraniana venceu a partida contra clube alemão por 2 a 1.

O segundo amistoso, que foi realizado no meio do mês de maio, foi contra o Empoli-ITA, time que terminou o Campeonato Italiano na 14ª colocação, e também terminou com vitória da Ucrânia, desta vez por 3 a 1. A partida também foi marcada por manifestações de apoio à Ucrânia e, inclusive, os jogadores ucranianos entraram em campo com bandeiras da União Europeia.

O terceiro e último amistoso preparatório da seleção ucraniana foi contra o Rijeka-CRO e foi a única partida que não terminou em vitória para os ucranianos, acabando em 1 a 1.

“Se conseguirmos a vaga para a Copa, eu terei vivido a minha vida por um motivo”, disse o técnico Petrakov, cuja família está na Ucrânia.

Os membros da seleção ucraniana não escondem histórias de tristeza, medo e preocupação com a guerra. Atletas e integrantes da comissão técnica estão sempre em contato com seus amigos e familiares, já que todos ainda têm pessoas próximas no país bombardeado.

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