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Varíola do macaco: posso pegar na academia ou no ônibus? Veja risco de acordo com atividades e locais

Principal forma de contrair o vírus é por meio do contato de pele, especialmente se houver lesões características da infecção pelo vírus monkeypox
Varíola
Image by Gerd Altmann from Pixabay

Diante do aumento de casos de varíola do macaco (monkeypox) no Brasil, também cresce o temor das pessoas de pegarem a doença, transmitida principalmente pelo contato prolongado de pele. As informações são do R7. A Paraíba já tem um caso confirmado da doença.

Recentemente, a emissora de TV NBC Chicago entrevistou especialistas para estabelecer o grau de risco em atividades rotineiras como, por exemplo, ir a festas, provar roupas em lojas ou simplesmente usar o transporte público.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou, na semana passada, que o principal meio de transmissão do vírus monkeypox no surto atual é o contato sexual. A mesma constatação foi feita pelos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

Com base nisso e em informações dos CDC, médicos e cientistas têm compartilhado nas últimas semanas uma espécie de escala de risco, para que as pessoas saibam como se proteger (veja a imagem abaixo).

O contato prolongado com pessoas que estejam com lesões na pele – características da varíola do macaco – é considerado de alto risco, assim como atividades sexuais.

Os CDC afirmaram nesta semana que, “até 15 de julho de 2022, a transmissão durante interações rápidas (como uma breve conversa) entre pessoas próximas e de longa duração (como passageiros sentados perto de uma pessoa com varíola do macaco em um avião) ou durante visita a serviços médicos não foi relatada por nenhuma pessoa com varíola do macaco“.

O risco é considerado baixo em atividades em que as pessoas estejam vestidas e não haja contato prolongado.

Foto: Reprodução/R7

Recomendações

Para as pessoas que tenham diagnóstico confirmado ou suspeita de infecção pelo vírus monkeypox, as recomendações dos CDC incluem:

  • Isolar-se em casa desde o início dos sintomas, especialmente após o surgimento de lesões na pele.
  • Evitar contato próximo ou físico com pessoas e animais.
  • Cobrir as lesões e utilizar máscara bem ajustada ao rosto sempre que precisar se deslocar para um serviço médico.
  • Não compartilhar itens como talheres, roupas de cama e toalhas.
  • Evitar contato íntimo, inclusive sexual, com outras pessoas.
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, especialmente após tocar nas erupções cutâneas.

O período de isolamento só poderá ser suspenso quando todas as lesões tiverem secado e uma nova camada de pele nascido nas áreas afetadas. Em casos que transcorrem normalmente, esse período pode variar de 15 a 28 dias.

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