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Vital do Rêgo contesta acusação da Justiça Federal e se defende

O ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU), vai responder à denúncia oferecida pela Força-Tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. A Ação Penal, que tornou o paraibano réu, foi apresentada nesta segunda-feira (31) pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Em nota, Vital do Rego contestou a acusação da Justiça Federal e se defendeu.

Vitalzinho é acusado de crime de lavagem consumado, ou seja, teria recebido propina de empreiteiros e empresas quando presidiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, em 2014, no Congresso Nacional. Em troca, esses empreiteiros não seriam convocados para depor pela CPMPI, o que de fato não aconteceu. Também em 2014, Vital do Rêgo Filho disputou o Governo do Estado, pelo PMDB, mas não obteve êxito.

Na ação penal, o juiz destaca que “em grande síntese, na evolução das apurações, foram colhidas provas, em cognição sumária, de um grande esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras cujo acionista majoritário e controlador é a União Federal”.

E mais: “Grandes empreiteiras do Brasil, entre elas a OAS, UTC, Camargo Correa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, Engevix, SETAL, Galvão Engenharia, Techint, Promon, MPE, Skanska, IESA e GDK teriam formado um cartel, através do qual teriam sistematicamente frustrado as licitações da Petrobras para a contratação de grandes obras”.

No último dia 25, a Operação Lava Jato desencadeou busca e apreensão em João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo e ainda, em Brasília.

Ao todo, 10 envolvidos viraram réus na ação. Além de Vital, são ele Alexandre Costa, ex-assessor de Vital do Rego no Senado e agora assessor no Tribunal de Contas da União, Alex Antônio de Azevedo Cruz, Dimitri Chaves, Roberto Souza Cunha, Ramílton Lima Machado Junior; João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Carolina Câmara Vasconcelos, Fabio Magno de Araújo Fernandes e Sandro Maciel Fernandes.

Em nota, o ministro disse ao Portal Correio que a peça acusatória não está apta para gerar uma ação penal e os recursos judiciais cabíveis serão apresentados para demonstrar o “total descabimento das acusações que são apoiadas em mentiras de colaboradores que se valem deste processo para obterem vantagens a qualquer custo”.

*Sony Lacerda, especial para o Portal Correio

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