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Empresário Buega Gadelha retorna ao comando da Fiep

Buega Gadelha retornou nessa quinta-feira (23) ao comando da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep). O empresário estava afastado do cargo por decisão da Justiça Federal de Pernambuco desde fevereiro e retorna às atividades após prazo de 90 dias estabelecido em determinação judicial. O afastamento dele fez parte da operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos entre empresas ligadas a uma mesma família, o Ministério do Turismo e o Sistema S no valor total de R$ 400 milhões. O presidente da Fiep foi detido em Brasília (DF), para onde tinha ido participar de um evento da Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

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Buega Gadelha deverá promover nos próximos dias uma coletiva de imprensa para tratar sobre as investigações e o retorno dele ao comando da Fiep. A data do evento ainda não foi confirmada.

Operação Fantoche

De acordo com as investigações, um grupo de empresas sob o controle de um mesmo núcleo familiar vinha atuando de forma contínua e perene, desde o ano de 2002, executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado sistema ‘S’. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões decorrentes desses contratos.

Conforme divulgado pela Polícia Federal, o modus operandi empregado pela organização criminosa foi sempre similar e consistia na utilização de entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o ministério conveniente e unidades do Sistema S, contratos estes, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada.

A Operação Fantoche é desempenhada com o apoio do Tribunal de Contas da União e, ao todo, conta com a participação de 213 policiais federais e oito auditores do TCU. A Justiça autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados. Além de Paraíba e Pernambuco, recebem ações da Fantoche os estados de Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

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