
Ao pensar em empreender, é preciso lembrar que tudo passa pelas finanças. E aí entra um ponto importante: se o negócio necessita de um alto fornecimento de energia elétrica, as contas de luz podem virar um prejuízo para a saúde financeira dele. Assim, caso haja condições para isso, é interessante implementar alternativas energéticas para o negócio rodar, como a solar.
De início, o investimento vultoso parece ser arriscado, mas o retorno financeiro costuma ser de médio a longo prazo e, muitas vezes, maior do que o que foi pago – justamente pela redução de custos mensais com as contas de energia. Já o valor em si da aplicação é definido pelo tamanho do local a ser abastecido e, dessa forma, pelo número de placas a serem instaladas.
Assim, em geral, os custos principais estão relacionados à implantação do gerador fotovoltaico, envolvendo a elaboração do projeto, infraestrutura (como cabeamento, dispositivos de proteção, materiais de fixação, entre outros), instalação, manutenção e seguro, lembra o físico José Jacinto Cruz, professor mestre dos cursos de Engenharia Civil, Elétrica e Mecânica do Unipê.
“Grandes projetos, em empresas, por exemplo, podem chegar a custar até R$ 300 mil ou R$ 400 mil, aproximadamente. Um gerador de energia solar residencial de 2 kWp (kilowatts peak, ou quilowatt de potência de pico) tem seu valor de instalação de aproximadamente R$ 10.840. A instalação de geradores de 12 kWp (para pequenas empresas) custa cerca de R$ 44.040. Para indústrias, o custo de instalação de placas solares com um gerador de 150 kWp tem o custo aproximado de R$ 531 mil”, elenca o físico José Jacinto Cruz.
Para instalar um sistema fotovoltaico, seja em residências ou empresas, o planejamento inicial analisa o imóvel e confere informações de equipamentos e espaços que funcionarão a partir da energia solar. Por isso, vale lembrar: o tamanho do espaço de instalação interfere na quantidade de energia gerada. “Mas mesmo em áreas pequenas haverá como reduzir a conta de luz dos meses seguintes”, acrescenta o especialista.
Contudo, é importante lembrar que há normas técnicas a serem obedecidas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estipula várias resoluções quanto a energia elétrica. Dentre elas, é preciso: 1) contratar profissionais habilitados para garantir o correto dimensionamento do sistema e 2) para que esses profissionais solicitem as licenças necessárias à concessionária de energia para a execução do projeto.
“Assim será possível identificar qual deverá ser a potência do sistema, bem como analisar o consumo mensal de energia do cliente e indicar o melhor tipo de sistema: on grid, que são os ligados à rede pública, ou off grid, quando não se recebe e envia energia para as redes de distribuição, sendo usadas baterias próprias que alimentam o sistema quando a produção de energia está baixa”, explica José Jacinto.
Quando há mais consumo de energia é necessário haver uma maior quantidade de placas fotovoltaicas, que irão conferir a maior potência necessária ao projeto. E lembrando: antes de iniciar o uso do sistema, a distribuidora irá vistoriar as placas para autorizar o uso delas.
“É necessário analisar os pontos do imóvel que recebem maior incidência de radiação solar, calcular a quantidade de placas solares que serão necessárias e o melhor local para instalar o inversor de energia solar, bem como a análise estrutural do telhado com placa solar, para conferir a segurança da instalação do projeto fotovoltaico”, conclui José.
O profissional dessa área controla o processo de geração, transmissão e manutenção de energia. Além disso, projeta sistemas residenciais, industriais, comerciais e de processamento da informação na forma de sinais digitais e analógicos. Saiba mais sobre o curso de Engenharia Elétrica do Unipê!