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Fernando Cunha Lima tem registro médico cassado pelo CRM-PB, após condenação por estupro de vulnerável

Cassação de registro foi aprovada por unanimidade, após condenação do pediatra a mais de 22 anos de prisão por estupro de vulnerável
Médico pediatra Fernando Cunha Lima (Foto: Reprodução)

Por unanimidade, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) decidiu pela cassação do registro médico de Fernando Cunha Lima. O julgamento aconteceu na noite dessa quarta-feira (13), com a presença do pediatra, que está preso.

A decisão, no entanto, ainda precisa ser avaliada e validada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o que pode ocorrer em até 60 dias.

Fernando compareceu à sede do CRM-PB em João Pessoa escoltado por policiais e usando cadeira de rodas e muleta. Ele foi condenado 22 anos de prisão por estupro de vulnerável contra duas vítimas.

Além de ter o registro cassado, Fernando também deve pagar R$ 100 mil a cada uma das duas vítimas, totalizando R$ 200 mil em indenização por danos morais. A Justiça considerou, entre outros fatores, a gravidade extrema dos fatos, a vulnerabilidade das vítimas e a capacidade financeira do réu.

A seguir, veja a cronologia completa do caso

Agosto de 2024

As acusações contra o pediatra vieram à tona no dia 6 de agosto, após a denúncia de um flagrante de abuso sexual durante uma consulta, feita pela mãe de uma criança de nove anos. A Polícia Civil havia instaurado um inquérito desde o dia 25 de julho.

O caso ganhou mais repercussão após uma sobrinha de Fernando afirmar que sofreu abuso do tio enquanto estavam na casa de praia dele, em 1991.

No dia 9 de agosto, Fernando prestou seu primeiro depoimento sobre o caso, na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de João Pessoa. Em seguida, a Polícia Civil indiciou Fernando pelo crime de estupro de vulnerável e encaminhou o caso para a Justiça.

Com a repercussão, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) afastou o médico por 180 dias.

No dia 22 de agosto, o Ministério Público protocolou a denúncia contra o pediatra e pediu a condenação do médico pelo crime de estupro de vulnerável.

Setembro de 2024

Um novo inquérito foi aberto após a denúncia por parte da família de um menino de 3 anos de idade – até então, o número de denúncias contra o médico chegava a 10.

Fernando prestou um novo depoimento e se manifestou pela primeira vez à imprensa, negando as acusações e dizendo que as famílias das vítimas estão denunciando para tentar ganhar dinheiro às suas custas.

Novembro de 2024

Após negar cinco pedidos, a Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva de Fernando Cunha Lima, acatando um pedido do Ministério Público.

Dezembro de 2024

O Ministério Público da Paraíba fez uma nova denúncia contra Fernando, pedindo novamente pela prisão preventiva do médico, além da condenação e da reparação de danos materiais e morais no valor de 400 salários mínimos.

Março de 2025

Sete meses após as primeiras denúncias virem à tona, Fernando foi preso no dia 7 de março, após ser localizado em um flat na praia do Janga, em Paulista (PE). Ele foi levado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem (COTEL), em Abreu e Lima (PE).

Os policiais conseguiram rastrear o paradeiro do pediatra através de fotos que circulavam nas redes sociais, onde Fernando aparece com a pulseira de um resort tomando banho de piscina.

No dia 21, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar e determinou a transferência imediata de Fernando para uma unidade prisional em João Pessoa.

Abril de 2025

Pela segunda vez, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar para Fernando Cunha Lima. A defesa do médico argumentou a idade avançada do réu e os problemas de saúde que ele enfrenta.

Julho de 2025

A Justiça da Paraíba condenou o médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão pela prática do crime de estupro de vulnerável contra duas vítimas. A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de João Pessoa.

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