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João Pessoa deverá ter 5G ainda este ano e parabólicas de TV terão que ser trocadas; veja o que fazer

Rede de internet 100 vezes mais rápida que a atual possibilita que mais aparelhos móveis se conectem simultaneamente, com mais estabilidade
Internet 5G
(Foto: Imagem ilustrativa/Freepik)

A tecnologia 5G, que promete uma conexão de internet para aparelhos móveis até cem vezes maior que a atual, começou a funcionar em Brasília nesta quarta-feira (6), após autorização definitiva da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ativação da rede pelas empresas de telefonia. João Pessoa será uma das primeiras capitais estaduais onde a tecnologia será ativada, o que deve acontecer no mês de setembro.

Brasília serve de piloto para os processos de liberação nas demais capitais por já contar com as condições operacionais necessárias, segundo a agência.

A tecnologia 5G standalone permite o tráfego de dados cem vezes mais rápido que o padrão 4G por utilizar um espectro de rádio mais abrangente, o que possibilita que mais aparelhos móveis se conectem simultaneamente, com mais estabilidade do que as redes atuais. Além disso, a tecnologia favorece a uso de ferramentas inteligentes, interconexão de equipamentos e máquinas em tempo real.

Tecnologia seria implantada em julho

A previsão inicial é de que todas as capitais brasileiras teriam redes 5G até 31 de julho deste ano, mas problemas no atraso da entrega de equipamentos, provocado pelo surto de coronavírus na China e limitações no transporte aéreo, levaram a Anatel a adiar o prazo para 29 de setembro.

João Pessoa, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre devem ser as próximas capitais onde a rede 5G começará a operar. Nas cidades que não são capitais, o cronograma de implantação deve ser gradual e a previsão é de que termine em 2029.

Parabólicas serão afetadas

No Brasil, a rede de internet de alta velocidade vai operar em quatro faixas de frequência: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. As antenas parabólicas de TV operam na faixa de 3,5 GHz, o que vai provocar a migração do sinal dessas antenas para outra frequência.

Por isso, os usuários de parabólicas terão que trocar seus equipamentos por novos, já adequados para a nova faixa de frequência, que são vendidos em lojas de varejo ou pelas próprias fabricantes.

Já para as famílias que possuem antenas parabólicas e estão cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal, a Anatel fará a troca dos equipamentos de forma gratuita.

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