
A resistência de alguns parlamentares à indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) abriu espaço para uma possível rejeição da nomeação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caso aconteça, será o primeiro veto em mais de 130 anos, contrastando a tradição histórica do Senado brasileiro, que raramente rejeita indicações presidenciais ao Supremo.
Caso não alcance ao menos 41 votos favoráveis, Lula poderá apresentar outro nome para ocupar a vaga de ministro da Corte ou apenas optar por adiar a decisão.
Apesar da escolha, que contraria o nome preferido pela maioria dos parlamentares, o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o governo Lula busca reduzir a tensão e garantir a aceitação de Messias. O advogado-geral ainda precisará do aval do plenário do Senado para ser confirmado no cargo.
Indicado ao STF em 20 de novembro de 2025, Messias enfrentou 150 dias de espera para a sabatina, tempo recorde entre os atuais ministros do tribunal.
Desde 1894, por exemplo, o Senado só barrou cinco indicações do presidente Marechal Floriano Peixoto:
Escolhido para ocupar a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, Jorge Rodrigo Araújo Messias nasceu em Recife (PE), em 25 de fevereiro de 1980, é integrante da carreira da AGU (Advocacia-Geral da União) desde 2007.
Graduado em Direito pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), é mestre e doutor em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela UnB (Universidade de Brasília).
Ao longo da carreira, atuou como procurador do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), consultor jurídico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação.
Também foi subchefe de análise e acompanhamento de políticas governamentais da Casa Civil e assistente parlamentar do senador Jaques Wagner.
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