
O julgamento dos acusados de matar um garoto de cinco anos de idade em um suposto ritual de magia, que estava marcado para o dia 27 de abril, foi adiado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para o dia 1º de junho.
De acordo com o Tribunal, a sessão foi remarcada por motivo de segurança, a pedido da Defensoria Pública.
Os três réus – Denivaldo dos Santos Silva (Paulistinha), Joaquim Nunes dos Santos (Xana) e Wellington Soares Nogueira (Etinho) – são acusados dos crimes de homicídio qualificado (art. 121 do Código Penal), vilipêndio de cadáver (art. 212) e denunciação caluniosa (art. 339).
A mãe da vítima, Laudenice dos Santos Siqueira, também participou do crime e foi condenada a 34 anos de prisão pelo 2º Tribunal do Júri de Campina, em maio de 2022.
Everton Siqueira foi encontrado mutilado em um matagal, no dia 13 de outubro de 2015, na cidade de Sumé, no Cariri paraibano.
As investigações da Polícia Civil apontaram que a criança teria sido morta na madrugada de 11 de outubro, na Zona Rural, no que teria sido um ritual de magia oculta.
Ainda conforme a polícia, o sangue e os órgãos da criança foram retirados com a permissão da mãe, que participou do crime.
A polícia suspeitou da mãe e do padrasto da criança após perceber frieza no comportamento dos dois e durante a apuração do caso, ela acabou confessando o crime em depoimento.
O corpo foi encontrado dois dias depois, conforme matéria do Portal Correio veiculada na época.