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Líder, Efraim Filho divulga nota sobre críticas de Rodrigo Maia

Maia disse ter sido traído pelo partido e por Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM, atual presidente da legenda
Efraim
Efraim Filho (Foto: Divulgação)

Líder do Democratas na Câmara federal, o deputado paraibano Efraim Filho divulgou nota da bancada do partido, em reposta à declarações do ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia, que anunciou que deixa a legenda. Maia disse ter sido traído pelo partido e por Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM, atual presidente da legenda, “um amigo de 20 anos”. Efraim defende ACM Neto.

Na nota, os deputados afirmam que Rodrigo Maia ficou isolado dentro da sigla ao não construir maioria interna a favor da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP). Em reunião, Maia foi vencido e o Democratas decidiu pela “neutralidade” que tinha destino certo, a candidatura de Arthur Lira (Progressistas).

Em entrevista ao Valor Econômico, Maia que a neutralidade nada é que uma aproximação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e leva o partido para a posição de “direita ou extrema-direita” que a sigla tinha nos anos 1980. Ele disse que se filiará a um partido de oposição a Bolsonaro.

Confira a nota, na íntegra:

Democratas é um partido plural e não tem dono. A bancada da Câmara não tem dono. O líder é eleito pela vontade expressa da maioria. Essa mesma maioria, que torna a decisão legítima, faltou a Rodrigo Maia para compor o bloco de centro-esquerda na disputa pela presidência. Na verdade, ao tentar levar o partido para essa posição, sem consultar a bancada sobre o que desejava, Rodrigo se viu isolado e perdeu o comando do processo, e muitas vezes o alertamos sobre essa dificuldade. Era a sua sucessão, cabia a ele construir os consensos e conduzir o processo. Na democracia, maioria não se impõe, maioria se conquista.

Somos testemunhas de que o Presidente Acm Neto buscou convencer deputados a alinharem com Rodrigo, fez apelos a bancada, mas diante da decisão adversa da maioria, buscou a neutralidade num gesto de respeito a Rodrigo Maia. Na entrevista, Rodrigo tenta injustamente terceirizar a responsabilidade pela ruína do bloco, não faz sua autocrítica e nem assume a sua mea culpa. É injusto colocar em nossa conta a derrota do seu candidato a sucessão.

Insistimos, O Democratas não tem dono e ainda preserva um de seus maiores patrimônios: a capacidade de decidir pela vontade da maioria, e não por imposição de cúpula partidária. Isso sim seria ato antidemocrático. O Presidente ACM Neto foi correto ao respeitar a decisão da bancada, seguir o caminho da neutralidade quanto ao governo, preserva a independência do partido e tem a nossa solidariedade e confiança.

Passada a eleição da Câmara, a bancada Democrata já se reorganizou, elegeu o líder e o membro para compor a mesa diretora da Câmara dos Deputados. Foco no trabalho em 2021. Serão prioridades saúde e vacinação, crescimento econômico e geração de empregos. Eleições serão discutidas em 2022.

O Democratas é o partido que mais cresceu nas eleições municipais de 2020, venceu as eleições no Senado Federal, comandará uma das casas do Congresso e permanecerá protagonista da agenda do Brasil para os próximos 2 anos. Rodrigo Maia e o Democratas entraram juntos para a história do pais, tem nosso respeito por esses momentos marcantes desta parceria, porém com o anúncio de sua saída deixa claro que chegou ao fim de um ciclo no partido, e esta decisão ajudará a pacificar o Democratas.

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