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MPE protocola ação contra Luciene de Fofinho e pede cassação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), por abuso de poder econômico, contra a prefeita de Bayeux, Luciene Gomes (PDT), candidata à reeleição pela coligação ‘Por amor a Bayeux’. O órgão pede a cassação do diploma de Luciene de Fofinho, como é conhecida, caso seja eleita no próximo domingo (15). A informação foi apurada pelo blog da jornalista Sony Lacerda.

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A ação é assinada pelo promotor Demétrius Castor de Albuquerque Cruz. Na ação, ele acusa a prefeita, que foi eleita indiretamente pela Câmara Municipal, de usar a máquina da Prefeitura para tentar se reeleger.

Na Aije, o representante do MPE diz que “está claro o uso da máquina administrativa municipal e o interesse focado de Luciene Gomes nas atitudes inéditas, objetivando exclusivamente êxito no pleito que se aproxima, atentando contra o regime democrático, contra o princípio da igualdade e ainda um total desrespeito à Justiça Eleitoral”.

Em outro trecho, o promotor Demétrius Cruz afirma: “Não há dúvidas de que a investigada vem utilizando um esquema ilícito com o objetivo claro de angariar os votos dos eleitores. As evidências gritantes constatadas e divulgadas abertamente não deixam qualquer dúvida quanto à intenção de compra de voto”.

Entre os pontos citados na ação encaminhada à 61ª Zona Eleitoral de Bayeux, está a contratação de Bruno Wanderley, como secretário de Saúde do Município. O detalhe é que ele é vereador em Maturéia, localizada a 320 quilômetros de Bayeux, e candidato à reeleição pelo Republicanos, segundo dados do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral. “A função de secretário, lembra o promotor nos autos, é de dedicação exclusiva”, alega o promotor.

“Pois bem, através do novo e importado secretário de saúde, a atual gestão municipal começou a fazer sua campanha eleitoral de uma forma nunca vista no estado da Paraíba e, quiçá do Brasil, publicando benesses em suas redes sociais ou de seus articuladores políticos, promovendo mutirões de consultas, o que nem em ‘países do 1º mundo’ se viu, se vê e jamais se verá”, diz Demétrius Cruz, suscitando a tese de que esses mutirões serviriam apenas para beneficiar a candidata à reeleição.

Cita também a instalação de um hospital de campanha na cidade para o atendimento às vítimas da Covid-19, justamente quando os outros municípios vêm desinstalando os seus. O valor de mercado, de acordo com a juntada de provas do Ministério Público Eleitoral, deveria ser de aproximadamente R$ 180 mil, mas a gestão teria pago R$ 394.650, com vigência de 01/10/2020 a 31/12/2020.

A redação do Portal Correio não conseguiu contato com a prefeita Luciene Gomes, mas deixa o espaço aberto através do e-mail [email protected] caso a gestora queira se pronunciar em relação à Aije.

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