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Obra de Jackson do Pandeiro pode virar patrimônio cultural imaterial

O projeto de Lei 2.113/20, que tramita na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), declara como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Paraíba a obra do cantor, compositor e multi-instrumentista Jackson do Pandeiro. “A obra de Jackson do Pandeiro precisa ter esse reconhecimento por lei. Ele é um paraibano que enche de orgulho nossa terra e que levou o nome da Paraíba para o mundo”, defende o autor do projeto, Tovar Correia Lima.

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José Gomes Filho, ou Jackson do Pandeiro, nasceu em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, filho do oleiro José Gomes e da cantora Flora Mourão. Aos oito anos começou a tocar zabumba e passou a acompanhar sua mãe nas festas de Alagoa Grande. Quando tinha 13 anos ficou órfão de pai e mudou-se com a mãe e os irmãos para Campina Grande, onde começou a trabalhar como entregador de pão e engraxate para ajudar a sustentar a família.

No princípio da década de 40, mudou-se para João Pessoa. Na capital da Paraíba atuou em cabarés e na rádio Tabajara durante seis anos. Em 1948 mudou-se para Recife onde trabalhou na Rádio Jornal do Comércio. Foi durante esse período que abandonou de vez o nome de batismo para adotar o nome artístico Jackson.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1954, onde se apresentou nas rádios Tupi e Mayrink Veiga, e foi contratado pela Rádio Nacional. Jackson fez muito sucesso com O Canto da Ema, Chiclete com Banana, Um a Um e Xote de Copacabana. A crítica se encantava com sua facilidade para cantar gêneros musicais variados: baião, coco, samba-coco, rojão e marchinhas de carnaval.

Sua extensa discografia, composta por 137 discos, foi gravada por grandes selos nacionais, como Copacabana (1953-1958), Columbia (1958-1960), Philips (1960-1965), Continental, Cantagalo, CBS, Chantecler, Polygram. Expoentes da Música Popular Brasileira, como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, gravaram alguns dos seus sucessos.

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