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PB tem 80% dos postos sem combustíveis e 30% já fecharam

O número de postos sem combustíveis na Paraíba aumentou. De acordo com o Sindicato Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro), em todo o Estado já são 80% de postos desabastecidos de algum tipo de combustível, seja gasolina, etanol ou diesel.

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Por conta disso, 30% dos estabelecimentos já fecharam as portas porque não têm nenhum tipo de combustíveis. Apenas 20% dos postos ainda têm todos os combustíveis em toda a Paraíba.

De acordo com o levantamento, dos 117 postos localizados na Capital, 70% já sofre com o desabastecimento das bombas e 45% já fecharam. A tendência é de agravamento nas próximas horas com o fechamento dos estabelecimentos.

Em Campina Grande, o segundo maior município do estado, os motoristas que não abasteceram seus veículos não encontrarão mais nos estabelecimentos, pois todos fecharam.

Em menos de 24 horas o número de postos desabastecidos já dobrou. Até a noite desta terça-feira (22), o percentual era de 40%.

O Sindipetro solicitou ao Ministério Público Estadual, por meio de ofício encaminhado nesta quarta-feira (23), a intervenção para encontrar uma saída para a situação, embora a entidade entenda ser justa a reivindicação dos caminhoneiros que protestam contra a política de preços da Petrobras.

O presidente Sindipetro-PB, Omar Hamad Filho, que participou de audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), para discutir os aumentos diários dos preços de combustíveis, destaca que o apelo dos revendedores da Paraíba é para que o governador Ricardo Coutinho reduza essa altíssima carga tributária, devido a essencialidade dos combustíveis para todos os setores e desenvolvimento do Estado.

Para Omar, o Governo Federal precisa reduzir PIS/COFINS e o estado o ICMS. Ele acrescentou que a decisão do Governo Federal de reduzir a CIDE sobre o diesel e a gasolina não resolve a questão dos aumentos, pois a Petrobras atrelou o preço dos combustíveis ao dólar. “Essa carga tributária elevada atinge todos os consumidores, desde o cidadão que tem carro até as empresas, que têm os combustíveis como um dos fatores que influem nos preços dos produtos”, comentou.

Audiência Pública

A Audiência pública da Comissão de Minas e Energia debateu no Plenário 14, Anexo II, da Câmara dos Deputados, a situação dos preços de combustíveis no Brasil, atendendo a um pleito da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que será representada por Paulo Miranda Soares, presidente da entidade.

De autoria dos deputados Joaquim Passarinho (PSD-PA), Altineu Côrtes (PP-RJ) e Carlos Andrade (PHS-RR), a reunião discutiu os impactos que a política de preços de combustíveis adotada pela Petrobras em suas refinarias estão trazendo para o orçamento das famílias e empresas, além de identificar alternativas com o intuito de minimizar a insegurança e garantir maior previsibilidade à política de ajustes de preços dos combustíveis realizada pela Petrobras.

*Matéria atualizada às 15h30 para acréscimo de informações

Comentários

  • Filgueiras disse:

    Não vai acontecer nada…. Infelizmente…. Essa manifestação vai acabar…. E a gasolina que hj está praticada a 4.68… Vai ficar em 4.39… E todo mundo vai aceitar…. Esse vai ser o desconto

  • Julien1 disse:

    quando a gasol. atingir os deputados pode ser

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