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Queiroga dispara contra ‘ideologia de gênero’ nas escolas e influência do tráfico na gestão municipal

Em entrevista à Rádio Correio 98 FM (Rede Correio Sat), ex-ministro e pré-candidato à Prefeitura de João Pessoa também falou sobre saúde e transporte público
Marcelo Queiroga em entrevista à Rádio Correio 98FM
(Foto: Portal Correio)

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato à Prefeitura de João Pessoa pelo PL, Marcelo Queiroga, fez diversas críticas à gestão do prefeito Cícero Lucena, citando principalmente problemas na educação e as suspeitas da ação do tráfico de drogas na indicação de pessoas para trabalhar na gestão municipal.

Ele foi o entrevistado da edição desta quarta-feira (2) do programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM (Rede Correio Sat).

Queiroga começou a entrevista fazendo menção ao ranking Previne Brasil, que mede o desempenho da saúde nos municípios brasileiros, dizendo que João Pessoa ficou na 218ª posição entre as 223 cidades paraibanas.

“A Saúde de João Pessoa anda caindo pelas tabelas. As UPAs precisam funcionar melhor. Nós temos cerca de 90 Unidades de Saúde da Família. Fui, hoje pela manhã, no Distrito Mecânico, e tem lá uma USF que está sendo reformada, mas que não funciona de forma mais adequada”, descreveu o pré-candidato.

Ao longo da entrevista, ele também elencou propostas para o Centro de João Pessoa e para o transporte público da Capital.

“Escolas estão em condições precárias”

Marcelo Queiroga seguiu a entrevista fazendo críticas à educação municipal, dizendo que a gestão não valoriza os professores e que, para ele, o ensino da ideologia de gênero está desviando as escolas “do que se deve ensinar”.

É fundamental a qualidade dos recursos humanos, dos professores. Valorizar o professor, que está ensinando aos alunos. Ao invés de ensinar ideologia de gênero… com esse governo do PT, isso é uma prática. Está se desviando do que se deve ensinar para estar com esse tipo de política errada

Suposta relação do tráfico com a gestão municipal

Marcelo Queiroga também fez referência à operação Mandare, que investiga a relação entre um grupo criminoso e órgãos da Prefeitura – um dos alvos da operação foi a secretária executiva de saúde do Município, Janine Lucena, filha do prefeito Cícero Lucena.

“Não se pode ter lideranças do tráfico, como a operação Mandare está apurando, indicando pessoas para a gestão municipal. O prefeito deveria vir a público dizer que não tem nada em relação a isso”, enfatizou Queiroga.

Veja outros temas abordados na entrevista

Centro de João Pessoa

“É fazer o contrário que o atual prefeito e ex-prefeito, que é candidato, fizeram em suas gestões, que levou o Centro Histórico a ficar na situação que está hoje aí. A revitalização do Centro Histórico passa por resgatar a sua capacidade de ter ali uma atividade econômica. As repartições públicas foram tiradas dali, e o Centro Histórico ficou numa fria. Precisamos revitalizar, levar repartições públicas. No Rio Sanhauá, o Porto de Capim precisa ser revitalizado; criarmos condições para a iniciativa privada instalar restaurantes e bares, para contemplar o pôr do sol e as belezas da nossa cidade, nós vamos ter vida naquele Centro Histórico”

Transporte público

“Tem questão de obras de infraestruturas, novas avenidas, viadutos, túneis, tudo isso para melhorar a fluidez do trânsito, mas nada será feito com eficiência sem que tenhamos um transporte público de qualidade. Existe uma tendência para estimular ciclovias, estimular que as pessoas andem mais a pé. Ao invés de triplicar e fazer uma engorda na orla, a gente tem que criar mais espaço para pedestres e para ciclovias naquele local. E o transporte público é fundamental, e um dos sérios problemas da cidade de João Pessoa. O cidadão que está em Paratibe tem uma verdadeira via crucis para chegar, por exemplo, na Epitácio Pessoa”

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