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Saúde nega risco de greve: ‘População pode ficar tranquila’

“População pode ficar tranquila […] Não acreditamos que vai chegar a esse ponto [de greve]”, afirmou nesta quinta-feira (2) o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, sobre a ameaça de greve dos médicos em hospitais da Paraíba. Quanto aos contratos dos médicos, o Estado irá fazer acordos individuais temporários até o mês de abril. A expectativa do governo é de que, até lá, os deputados votem o projeto de criação da Fundação PB Saúde e que a pauta seja aprovada. Medeiros foi o entrevistado desta quinta do Correio Debate, da Rede Correio Sat.

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A Fundação PB Saúde será um novo modelo gerencial imposto pelo Estado para hospitais, prometendo economizar despesas e facilitar a compra de materiais e insumos para a saúde pública. De acordo com o secretário Geraldo Medeiros, a fundação não contratará outras organizações sociais e será integralmente estatal.

Em abril, o governo promete ainda implementar contratos individuais por meio de processo seletivo simplificado para resolver também a situação dos codificados, o que dará maior tempo de serviço para os colaboradores. O processo seletivo será por meio de análise curricular e prova. “Será um processo democrático, que beneficiará a entrada do paraibano na Fundação PB Saúde”, finalizou o secretário.

Servidores “codificados” são aqueles que não têm vínculo com o Estado, mas que recebem salários ao apresentar o CPF na hora do pagamento. O assunto é polêmico e já foi alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público.

Paralisação

Sábado (28), a cooperativa médica Neurovasc, responsável por atendimentos nas áreas de Neurocirurgia, Cirurgia Vascular e Cirurgia Torácica, decidiu suspender os trabalhos no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, após questionar a Secretaria de Saúde do Estado sobre pagamentos que não teria recebido enquanto o hospital era gerido pelo Instituto Acqua, até sexta (27). Após os escândalos de corrupção e desvios de dinheiro na Saúde Pública investigados pela Operação Calvário na Paraíba, o Governo do Estado cancelou contratos com organizações sociais e assumiu a gestão de hospitais do estado.

Com as baixas na escala, o próprio secretário de Saúde acabou se dispondo a fazer atendimentos no Hospital de Trauma. No domingo (29), os profissionais voltaram e o retorno ao trabalho aconteceu após um acordo feito entre a cooperativa médica Neurovasc e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Secretário de Saúde (dir.) atuando no Trauma durante paralisação de médicos no fim de 2019 (Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba)

A expectativa da Secretaria de Saúde da Paraíba é resolver as pendências contratuais com médicos antes desta sexta (3), prazo estipulado pelos profissionais para que haja fim do impasse, caso contrário todos eles vão paralisar as atividades.

O Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) informou nesta quinta (2) que vai fazer uma assembleia nesta sexta-feira (3) para discutir a situação e detalhar o que vem sendo acordado com o Estado.

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