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Vacinação contra Covid-19 completa dois meses na Paraíba; 299,5 mil pessoas receberam ao menos 1ª dose

Campanha de imunização contra o novo coronavírus acontece com dois tipos de vacina: a Coronavac e a Covishield
Enfermeira Marineide Rodrigues foi a primeira vacinada contra Covid-19 na Paraíba | Foto: Divulgação

A vacinação contra Covid-19 na Paraíba completa dois meses nesta sexta-feira (19). Até as 7h, 299.546 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de imunizante contra a doença no estado, segundo consta no sistema de controle do Governo Federal. A primeira delas foi a enfermeira Marineide Rodrigues, que atua na linha de frente contra o novo coronavírus em João Pessoa.

Até esta sexta-feira, 488.580 doses de imunizantes foram enviadas ao estado. No início do mês, o governador João Azevêdo disse que esperava receber em março cerca de três vezes mais vacinas do que recebeu em janeiro. Isso corresponderia a aproximadamente 502.440 mil doses. Até agora, desembarcaram na Paraíba 201.600 doses

Ao Portal Correio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que o Ministério da Saúde fez mudanças na programação e não é mais possível estimar quantas doses a Paraíba terá até o fim de março. Também não se pode prever quando a vacinação de grupos prioritários será concluída. 

A campanha de imunização contra o novo coronavírus acontece com dois tipos de vacina: a Coronavac e a Covishield. As duas são seguras, mas, por possuírem fórmulas distintas, exigem intervalos diferentes entre a primeira e a segunda dose. O esquema vacinal da Coronavac se completa 28 dias após a primeira dose, enquanto que o indivíduo beneficiado pela Covishield precisa esperar três meses até receber a segunda dose.

A Coronavac é atualmente a vacina mais distribuída no Brasil. Somente na Paraíba, foram sete remessas recebidas, totalizando 413.080 doses. Em contrapartida, a Covishield foi enviada duas vezes pelo Ministério da Saúde, somando 75.500 doses.

A campanha de imunização contra Covid-19 começou pelos seguintes grupos: trabalhadores de saúde, povos indígenas aldeados e idosos e pessoas com deficiência que vivem em institutos de longa permanência. Destes, apenas os trabalhadores de saúde não foram completamente imunizados. Segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde, a cobertura vacinal do grupo era, até as 7h desta sexta-feira, de 72,56%. O restante dos trabalhadores da saúde serão vacinados gradativamente, a partir da chegada de novas doses.

Com o passar das semanas, seguindo orientações do Ministério da Saúde, a Paraíba estendeu a vacinação contra Covid-19 para outros grupos. Os municípios recebem quantitativos diferentes de doses, por isso, a relação de contemplados muda de acordo com cada localidade.

Na Capital, por exemplo, além dos grupos citados anteriormente, já foram contemplados com a primeira dose da vacina: profissionais do sistema funerário que estão em contato direto com cadáveres potencialmente contaminados, cuidadores domiciliares ativos no home care, idosos acima de 70 anos e idosos acamados acima de 80 anos.

Remessas de vacinas contra Covid-19 já enviadas à Paraíba
  • 18 de janeiro: 114.880 doses da Coronavac (Instituto Butantan e Sinovac)
  • 24 de janeiro: 36.000 doses da Covishield (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz)
  • 25 de janeiro: 16.600 doses da Coronavac
  • 7 de fevereiro: 56.200 doses da Coronavac
  • 24 de fevereiro: 39.500 doses da Covishield
  • 25 de fevereiro: 23.800 doses da Coronavac
  • 2 de março: 56.400 doses da Coronavac
  • 10 de março: 53.400 doses da Coronavac
  • 17 de março: 91.800 doses da Coronavac

Os imunizantes

Coronavac
Foto: Divulgação/Secom-JP

A Coronavac é resultado de parceria do Instituto Butantan com o laboratório Sinovac. Ela foi a primeira vacina contra Covid-19 a ser aplicada no Brasil. 

A primeira remessa do imunizante foi importada da Sinovac, com sede na China, ainda no ano passado, antes da vacina ter registro autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além das vacinas que já estavam prontas, o Governo de São Paulo, mantenedor do Butantan, recebeu matéria-prima para produzir a Coronavac em território nacional.

Em dezembro de 2020, chefes do Poder Executivo de vários estados procuraram o Butantan para tentar comprar a vacina. O então prefeito eleito de João Pessoa, Cícero Lucena, foi pessoalmente ao centro de pesquisa biológica para discutir a aquisição do imunizante. Àquela altura, o governador do Estado, João Azevêdo, já havia autorizado a Secretaria de Saúde a adquirir doses, assim que elas fossem disponibilizadas pelo Butantan. 

No entanto, em janeiro, o Ministério da Saúde decidiu incorporar o imunizante ao Programa Nacional de Imunização (PNI), fazendo com que todo o estoque e também as futuras produções da Coronavac pelo Butantan fossem entregues à União. 

Assim, desde o início da campanha, as doses saem de São Paulo e vão para o Ministério da Saúde. Da capital federal, remessas são enviadas aos Estados.

Até o momento, o Butantan já liberou cerca de 24,6 milhões de doses da Coronavac. O número equivale a quase metade do primeiro contrato firmado entre o instituto e o Ministério da Saúde. O acordo prevê 46 milhões de doses, meta que deve ser cumprida até o fim de abril, segundo o Butantan.

Em seguida, o instituto iniciará a produção para cumprir o segundo contrato, que prevê a entrega de mais 54 milhões de doses até 30 de agosto. Há ainda um terceiro acordo para fornecimento de mais 30 milhões de doses. 

Doses da Coronavac entregues ao Ministério da Saúde em 2021

  • 17 de janeiro: 6 milhões
  • 22 de janeiro: 900 mil
  • 29 de janeiro: 1,8 milhão
  • 5 de fevereiro: 1,1 milhão
  • 23 de fevereiro: 1,2 milhão
  • 24 de fevereiro: 900 mil
  • 25 de fevereiro: 453 mil
  • 26 de fevereiro: 600 mil
  • 28 de fevereiro: 600 mil
  • 3 de março: 900 mil
  • 8 de março: 1,7 milhão
  • 10 de março: 1,2 milhão
  • 15 de março: 3,3 milhões
  • 17 de março: 2 milhões
  • 19 de março: 2 milhões
Covishield
Foto: Divulgação/Governo do Paraná

A Covishield foi desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, com acordo de produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A primeira remessa do imunizante foi importada do Instituto Serum, na Índia, e chegou ao Brasil no dia 22 de janeiro. Foram 2 milhões de doses prontas para aplicação, faltando apenas o rótulo da Fiocruz. Em 23 de fevereiro, o país recebeu mais 2 milhões de doses, também da Índia.

A produção nacional da Covishield atrasou por conta da demora no envio da matéria-prima pela China. O primeiro lote de vacinas produzidas na Fiocruz, com 500 mil doses, só foi entregue ao Ministério da Saúde na quarta-feira (17). A previsão é de que outras 580 mil sejam entregues nesta sexta (19).

A expectativa é de que em breve comece a fabricar o insumo farmacêutico pela Fiocruz, o que aceleraria a produção de vacinas. Na quarta-feira, o diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Maurício Zuma, até o fim de março o laboratório deve entregar cerca de 6 milhões de doses por semana, até atingir o total de 100,4 milhões previstos no contrato com a AstraZeneca, cujo cronograma seguirá até julho.

Doses da Covishield entregues ao Ministério da Saúde em 2021

  • 22 de janeiro: 2 milhões
  • 23 de fevereiro: 2 milhões
  • 17 de março: 500 mil

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