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Vereadores que investigam Gabriel Monteiro vão registrar ameaças recebidas pelas redes sociais

Segundo o presidente do Conselho de Ética, Polícia Civil fará varredura contra escutas ilegais em gabinetes na próxima semana
Gabriel Monteiro
Foto: Divulgação

Os integrantes do Conselho de Ética da Câmara do Rio, que conduzem o processo contra o vereador Gabriel Monteiro, vão denunciar à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) as ameaças recebidas pelas redes sociais e pedir uma investigação sobre a origem dos ataques. A informação foi confirmada ao R7 nesta quinta-feira (9).

As intimidações por parte de seguidores de Monteiro já haviam sido reveladas na semana passada. Somente o relator do processo, vereador Chico Alencar, disse ter recebido mais de 300 ameaças. Por segurança, os integrantes do conselho passaram a usar veículos blindados.

Além disso, o grupo solicitou uma varredura contra escutas ilegais nos gabinetes. O presidente do colegiado, vereador Alexandre Isquierdo, confirmou que o procedimento será feito pela Polícia Civil nas próximas segunda (13) e terça (14).

Procurada, a defesa de Gabriel Monteiro disse que, em nenhum momento, os parlamentares afirmaram estar recebendo ameaças do vereador, mas, sim, e provavelmente, de seus seguidores.

Depoimentos

Nesta tarde, os integrantes do conselho ouviram duas testemunhas de defesa do vereador Gabriel Monteiro, que é acusado de assédio e de forjar vídeos na internet.

Além de um PM que faz a escolta do parlamentar, o perito Leandro Lima prestou depoimento.

Lima apresentou uma análise e um laudo de psicólogo sobre as imagens em que são apurados indícios de abuso de Monteiro contra uma criança.

No entanto, o presidente do conselho disse que o vídeo mostrado hoje não é o mesmo que consta no processo e, por isso, não tem validade.

“Como foram requeridas pela defesa a presença do perito e a análise feita pelo psicólogo, fizemos a oitiva para assegurar a ampla defesa. Embora a cena seja muito semelhante àquela em que o vereador leva a menina no salão de cabeleireiro, não era efetivamente o vídeo que consta nos autos. Por isso, para além da formação da opinião dos membros do conselho, não terá utilidade”, disse Isquierdo.

Em nota, os advogados do vereador Gabriel Monteiro esclareceram que, “quando o parlamentar contratou o perito Leandro Lima, a defesa ainda não tinha tido acesso ao vídeo apensado ao processo no Conselho de Ética, porém o vídeo analisado é o mesmo que foi publicado nas redes sociais do parlamentar e divulgado na imprensa, com o mesmo cenário e personagens”.

A defesa disse ainda que, de acordo com o perito, o vídeo teve um trecho manipulado “com intuito de acusar injustamente” Gabriel Monteiro de estar acariciando a menina.

Prorrogação das investigações

O Conselho de Ética ainda deve ouvir mais três testemunhas convocadas pelos advogados de Gabriel Monteiro. Entre elas está o delegado da 42ª DP (Recreio), Luis Maurício Armond Campos, que investigou o vazamento do vídeo de uma relação íntima do vereador com uma adolescente.

Monteiro se tornou réu, em maio, por ter filmado o ato sexual. No entanto, ele disse que não sabia, na época, que a jovem era menor de idade.

Como o prazo para finalizar o processo que pode pedir a cassação do mandato de Gabriel Monteiro termina em 20 de junho, o relator vai pedir a prorrogação por mais 15 dias para concluir as oitivas. Há expectativa de que o relatório final seja votado somente em agosto.

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