Após vazamento de imagens internas no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Gonçalves Dias, nos ataques de 8 de janeiro, houve repercussão ente políticos da Paraíba.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) disse ao Correio Debate da Rede Correio Sat, nesta quinta-feira (20), que sabia da presença do que chamou de “infiltrados” e pediu pressa na instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que deverá investigar o caso.
“A gente já sabia que houve facilitação do Governo Federal com os atos do dia 8. Temos que defender a legalidade dos fatos”.
O deputado federal Gervásio Maia Filho (PSB) disse ao Correio Debate que a CPMI é “desnecessária” porque todos os elementos das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro já estão com os órgãos competentes.
Ele disse ainda que a oposição tem feito manobras para atrapalhar a governabilidade. “A oposição continua insatisfeita com os resultados das eleições e quer instabilidade com esse movimento negativo, que não colabora com o povo brasileiro”.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (19). A decisão foi tomada depois de imagens do circuito de segurança do Palácio do Planalto mostrarem que ele estava no prédio quando a sede do Executivo foi palco de atos de vandalismo em 8 de janeiro.
As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio, em texto assinado por Renata Varandas, da Record TV, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília.
Ele teve uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros, que concordaram com a medida em meio ao desgaste gerado ao governo com a divulgação das gravações.
As imagens revelaram que Dias teria orientado a atuação das pessoas que invadiram e depredaram o Planalto.
Nos vídeos, o ministro foi visto, às 16h29, sozinho no Palácio, caminhando pelo local e tentando abrir algumas portas. Depois, entra no gabinete presidencial e, em seguida, volta pelo mesmo corredor e conversa com os invasores para que deixem o prédio presidencial.
As imagens das câmeras de segurança mostram também que os extremistas receberam garrafas de água e orientações para a saída do edifício. Também é possível ver que os objetos foram entregues por militares que trabalhavam no GSI na época. Os vândalos ficaram por cerca de uma hora na porta do gabinete presidencial e não invadiram o espaço presidencial.