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Câmara de JP aprova projeto de lei que prevê segurança armada em escolas

Projeto também sugere instalação de alarmes sonoros e visuais de emergência, detector de metais, botão de pânico, entre outras medidas
(Foto: Pixabay)

A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou um projeto de lei que prevê medidas de segurança em escolas e creches da Capital.

Entre as medidas sugeridas no PL (clique no link para ver texto na íntegra), de autoria da vereadora Eliza Virgínia (PP), está a disponibilização de profissionais especializados em segurança armada no ambiente escolar.

Outras medidas citadas no projeto seriam controle rigoroso para permissão de entrada e saída nas dependências da unidade escolar; instalação de alarmes sonoros e visuais de emergência, detector de metais, botão de pânico e câmeras de monitoramento; realização de treinamento anual para alunos, funcionários e corpo docente, com simulação sobre como agir em casos de incêndio, enchentes, atentados com armas e outros.

Vereadores divergem sobre medidas

O projeto foi aprovado com os votos contrários dos vereadores Marcos Henriques (PT) e Junio Leandro (PDT).

“O projeto fala em dez medidas de segurança, mas não ataca o cerne da questão, que passa pela vulnerabilidade dos jovens aos conteúdos distribuídos nas redes sociais e o aumento do acesso às armas de fogo. A matéria tenta resolver a violência nas escolas de forma equivocada, militarizando as escolas, transformando-as em presídios. Isso só vai aprofundar a violência”, argumentou Marcos.

Junio Leandro disse ser favorável à vigilância no entorno das escolas e revista para acesso ao ambiente escolar. No entanto, o parlamentar discordou do trecho que permite o livre acesso, sob qualquer circunstância, de agentes de segurança pública, com ou sem vínculo com a unidade escolar.

“Não acho razoável dar livre acesso a pessoas armadas ao ambiente escolar, gera desconforto e até risco”, ponderou.

Eliza Virgínia rebateu os parlamentares que votaram contra o projeto alegando que “quem tem medo de agentes de segurança é bandido”.

“Pessoas de bem se sentem seguras perto de agentes de segurança, os policiais não podem deixar de ter acesso às escolas. Essas medidas são uma resposta aos ataques que as escolas vêm sofrendo. Lá dentro estão guardadas as nossas maiores jóias, as nossas crianças. Precisamos garantir a segurança delas”, reforçou.

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