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Correntezas de rios ficam mais fortes com chuvas pelo interior da PB (Reprodução/TV Correio)

Chuvas trazem otimismo, mas situação ainda é crítica na PB

Um ano após transposição, açudes ainda dependem da chuva para ter água e muitas cidades estão em situação de emergência por causa da estiagem

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As chuvas registradas na Paraíba estão ajudando na recarga de açudes e mudando paisagens no interior do estado. Entre os principais reservatórios com aumento nos volumes estão Epitácio Pessoa, na cidade de Boqueirão; Coremas Mãe D’Água, Engenheiros Ávidos, Jatobá I, Farinha e São Gonçalo, no Sertão. Os dados são do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e apesar de serem animadores, ainda não são suficientes para resolver todos os problemas causados pela seca no estado.

Os açudes Coremas e Mãe D’Água, que estão entre os maiores do Brasil e abastecem parte do Alto Sertão paraibano, estão com 14% e 7% da capacidade, respectivamente. Apesar de ainda serem valores pequenos, os dois têm registrado aumentos seguidos nos últimos seis meses. Na região de Sousa, o São Gonçalo está com 33,2% da capacidade e também segue crescendo.

Em Itaporanga, o açude Cachoeira dos Alves sangrou na madrugada deste sábado, após oito anos de seca. As informações são do Diamante Online.

Boqueirão, que abastece a região de Campina Grande, está com mais de 25% do volume total e continua com tendência de aumento, recebendo chuvas e água da Transposição do São Francisco. Há cerca de um ano, o açude se viu à beira do colapso e prestes a deixar quase um milhão de pessoas sem água. Atualmente, o rigoroso racionamento que foi implantado em Campina Grande está suspenso e a água de Boqueirão já ajuda na recarga de Acauã, que tem pouco mais de 5% da capacidade total.

O otimismo com as chuvas se espalha por outras regiões da Paraíba; assista abaixo.

Chuvas

Até essa sexta-feira (13), as cidades com volumes mais altos de chuvas foram João Pessoa e Alhandra, no Litoral, e Catolé do Rocha, Condado e Cajazeiras, no Sertão do estado.

A previsão do tempo da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) indica possibilidade de chuvas no fim de semana, em todas as macrorregiões do estado, com temperaturas variando entre 19º e 35º.

Conforme o Climatempo, o fim de semana pode ser de sol predominante no Nordeste, com pancadas de chuva em algumas partes da região.

Situação ainda é crítica

Apesar de dados e previsões animadoras, a Paraíba, de modo geral, ainda enfrenta sérios problemas de abastecimento. O Governo do Estado renovou um decreto de emergência, que tem se repetido praticamente nos últimos dois anos, em 196 cidades por causa da seca. O documento permite que os Municípios consigam recursos para enfrentar a estiagem com menos burocracia.

Entre os municípios que aparecem nessa lista está Monteiro. A cerca de 300 km de João Pessoa, a cidade do Cariri é o centro da Transposição do São Francisco e vê a aguar jorrar pelo Rio Paraíba, mas encara uma Zona Rural seca e carente, que ainda depende de carros-pipa.

Desde março deste ano que o bombeamento da água do São Francisco está suspenso, sob recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A medida é necessária para que sejam concluídas obras programadas para os açudes de Poções e Camalaú, o que deve acontecer até o meio do ano.

Após um ano da transposição, o MPF divulgou nessa semana um vídeo que mostra problemas na obra que impediram grandes mudanças nas regiões secas do estado.

COMENTÁRIOS

  1. Santa Rita que vive chovendo, tem agua o subsolo,mas vive com falta de água em Tibiri e outras localidades, pois nunca construíram um açude para abastecer de verdade a cidade e com o crescimento a falta de água e constante e João Pessoa que sempre tem faltas por “manutenção” constantes, só mostra que há defasagem grande no sistema de abastecimento da grande João Pessoa.

  2. E simples. A inoperância dos órgãos públicos e tambem sucateamento das estruturas das repartições e ou equipamentos existente, seja da administração direta ou indireta, neste governo é visivel.
    Vemos também a grande João pessoa, cuja barragem gramame-mamuaba não tem problemas de reservas hídrica, os municípios que abrangem toda área é surpreendido pelas frequências de suspensão de fornecimento dágua, sob o pretexto constante de manutenção de redes, o que sabemos que não é verdade.
    O que verdadeiramente está ocorrendo, é que as estruturas de tratamento já não atendem a demanda crescente pelo liquido tratado. A falta de reservatórios e sobretudo a recuperação manutenção e ampliação dos ora existentes provoca portanto este desabastecimento , que por sinal tem se tornando rotina.
    E um verdadeiro caos , os serviços de abstecimento dágua aqui no estado da Paraiba.

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