O desembargador João Benedito da Silva concedeu, nesta quarta-feira (11), prisão domiciliar para Leila Viana, prima do prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana, e ex-secretária de finanças do Município. A decisão foi confirmada pelo Portal Correio com o gabinete do desembargador.
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A decisão, porém, só será divulgada no Diário Justiça Eletrônico nesta quinta-feira (12). Até lá, ela permanece na 6ª Companhia da Polícia Militar, em Cabedelo.
Segundo o advogado dela, Iarley Maia, a decisão da Justiça é porque Leila tem uma filha de seis anos e o Código de Processo Penal permite que mães de crianças com até 12 anos cumpram a pena em casa, quando elas são as únicas a terem a guarda.
As medidas cautelares impostas são proibição de manter contato pessoal, por meios telemáticos ou telefônicos, com quaisquer agentes políticos e servidores da Prefeitura e da Câmara de Vereadores do Município de Cabedelo, atingidos ou não pela medida cautelar/constritiva, além de qualquer empresário citado na representação; autorização às Polícias Civil, Militar e Federal a procederem diligências na residência da indiciada, observando o horário diurno (artigo 5º, inciso XI, da Constituição Federal), a fim de fiscalizar o fiel cumprimento da prisão cautelar; e informação os números dos contatos telefônicos.
Leila foi presa com mais 10 pessoas, durante a Operação Xeque-Mate, deflagrada pela Polícia Federal, que investigou desvios de recursos em Cabedelo.
Entre as pessoas presas, estão o prefeito da cidade, Leto Viana, a primeira-dama e vereadora Jacqueline Monteiro e praticamente metade dos vereadores da Câmara Municipal. Além das prisões, outras 85 pessoas foram afastadas das funções, entre elas o vice-prefeito da cidade.
Em votação com os vereadores não investigados na Câmara, foi decidido que Vitor Hugo assumisse a Casa e a gestão do Município de forma interina. Amigo de Leto Viana, ele negou que recebesse influência do prefeito preso. Hugo foi flagrado recebendo envelopes suspeitos na Câmara, mas negou que fosse alguma irregularidade e explicou que se tratava do salário do mês.
*Com informações de Adriana Rodrigues, do Jornal Correio da Paraíba
*Matéria atualizada para corrigir a informação de que ela vai aguardar julgamento, não vai cumprir pena