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Peritos investigam o que teria causado o rompimento do silo (Foto: Imagem compartilhada por WhatsApp)

Fábrica é interditada após rompimento de silo que causou morte de trabalhador

Fábrica deverá também pedir desinterdição parcial para que se retire de forma segura o milho restante no silo

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O Ministério do Trabalho (MT) interditou, na manhã desta quinta-feira (9), uma fábrica de alimentos onde houve o rompimento de um silo que acabou causando a morte de um trabalhador e deixou outro funcionário ferido, nessa quarta-feira (8). A interdição aconteceu após inspeção de profissionais do MT, do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), do Centro de Referência de Saúde de do Trabalhador Campina Grande (Cerest) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB).

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Segundo o procurador do trabalho Raulino Maracajá, a fábrica está preparando documentação pedida pelo auditor do trabalho responsável pela interdição para que se possa dar prosseguimento às investigações sobre o que poderia ter causado o acidente.

“A fábrica deverá também pedir desinterdição parcial para que se retire de forma segura o milho restante no silo”, disse o procurador, que explicou que no empreendimento há três reservatórios como o que se rompeu. A inspeção apontou que um deles estava vazio, outro continha cerca de 1,5 mil toneladas (60% da capacidade) e o que teve o registro do acidente tinha de 700 a 800 toneladas de milho.

“Depois de se escoar o milho será feito laudo dos outros silos para saber se houve avaria, também no prédio. O escoamento deve ser feito o mais rápido possível para que outros acidentes não ocorram. Especialistas já estão avaliando a melhor forma de se realizar esse trabalho”, contou Raulino.

Ainda não há prazo definido para que seja divulgado resultado de perícia feita no local sobre o que teria causado o rompimento do silo.

Ainda nessa quarta-feira, a Asa Indústria e Comércio Ltda emitiu nota para lamentar o acidente.

“A empresa está prestando toda a assistência médica e psicológica às famílias das vítimas. O acidente ocorreu em uma área de pátio da fábrica que conta com normas operacionais e procedimentos de segurança muito rigorosos. Todos os operadores são capacitados com treinamento com foco na segurança operacional”.

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