
O deputado federal Gervásio Maia (PSB), que integra a comitiva presidencial na viagem à Portugal, comentou, em entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio Sat, o protesto realizado por parlamentares da direita portuguesa durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Assembleia da República nesta terça-feira (25).
Conforme reportou o R7, parceiro nacional do Portal Correio, Lula discursava na tribuna portuguesa quando opositores vaiaram o petista. Cartazes contra o presidente do Brasil também foram exibidos pelos parlamentares de Portugal. Na sequência, eles foram repreendidos pelo presidente Augusto Santos Silva, que pediu educação aos presentes na sessão plenária.
“Foi um movimento pequeno e fora de sintonia. Ali no plenário nós tínhamos mais de 200 pessoas querendo ouvir a mensagem do presidente Lula, que diga-se de passagem foi muito aplaudido. Hoje foi um dia de muita emoção e saímos daqui com a certeza que essa viagem foi muito importante para restabelecer a relação do Brasil com outros países. Estamos reabrindo as portas, sobretudo no que diz respeito a relações comerciais. Nosso país está vivendo um novo momento nas relações internacionais”, analisou Gervásio Maia.
A viagem de Lula à Portugal foi marcada pela reaproximação diplomática entre os países e assinatura de acordos em diversas áreas, como internacionalização de startups, validação de diplomas de ensinos fundamental e médio e combate ao racismo contra brasileiros que vivem no país europeu.
Portugal é o 17º país que mais importa produtos brasileiros. Apenas no ano passado, as exportações para o mercado português somaram US$ 4,17 bilhões. O petróleo lidera a pauta exportadora, respondendo por 59% do total. Outros produtos são soja e milho. Já o Brasil importa azeite, vinho e componentes para aeronaves. Em 2022, o comércio bilateral movimentou US$ 5,26 bilhões, alta de 50,8% em comparação ao ano anterior.
O deputado Gervásio Maia também comentou a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o ataque aos Três Poderes ocorrido em 8 de janeiro. O paraibano disse que participará da investigação, caso seja convocado.
“Eu já tenho uma tarefa que me sobrecarrega muito, que é a titularidade da Comissão de Justiça e também estou na Comissão de Comunicação, mas, se chamado for pelo blocão, eu cumprirei essa missão”, disse.