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Perícia confirma que ossos achados são de Guilherme

Laudo concluído pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) nessa quarta-feira (25) confirmou que a ossada encontrada no dia 15 de junho em um matagal no bairro Costa e Silva, em João Pessoa, é do menino Guilherme Marinho, de sete anos, que desapareceu no último dia 10 de fevereiro, enquanto brincava na frente da casa onde morava, no mesmo bairro.

A constatação veio após o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal confrontar o material genético da mãe de Guilherme com o da ossada. Foram encontrados no matagal crânio, ossos longos, costelas e fêmur de Guilherme. A informação é da chefe do setor, Cristiane Helena Barbosa.

O IPC ainda não sabe quais as causas da morte da criança. Novos exames serão realizados para estimar as circunstâncias do crime. O dia exato do óbito, no entanto, não será possível descobrir, ainda segundo Cristiane Helena.

O caso

Guilherme desapareceu no dia 10 de fevereiro enquanto brincava na frente de casa, no bairro Costa e Silva, na Zona Sul de João Pessoa. Por volta das 14h daquele dia, a mãe chamou o garoto para almoçar, mas percebeu que o filho não estava mais na frente da residência. Com a ajuda de alguns vizinhos, a mãe procurou o filho dentro de uma mata próxima à rua da casa, mas não encontrou a criança.

Menino de 7 anos desaparece após brincar na frente de casa

“Eu espero que ele volte logo, que alguém devolva meu filho. Não aguento mais. Meu filho estava brincando. Ele nunca saía daqui sem ninguém. Ele é um menino feliz e brincalhão. Infelizmente ninguém viu nada”, comentou a mãe, na época.

Durante todo o período de desaparecimento, a Polícia Civil não divulgou detalhes do andamento das investigações. Quando o caso completou um mês, o delegado Marcos Paulo disse à TV Correio que as autoridades estavam trabalhando “incessantemente”. “Embora esse sumiço permaneça, até a presente data não conseguimos checar ainda se ele foi provocado por um ato criminoso. Não sabemos se ela foi colocada à força em um carro ou se saiu com algum adulto”, disse ele em março deste ano.

Desaparecimento de criança de 7 anos faz um mês sem solução

Após dois meses de desaparecimento, a mãe da criança, Valdenice Marinho, lamentou a falta de assistência das autoridades à família. “Ninguém nos diz nada. São dois meses sem saber onde meu filho está dormindo, onde está acordando, se está comendo. É uma criança de 7 anos de idade e ninguém sabe onde ele está. Procuramos a polícia, mas eles não dizem nada. Vivemos todo dia essa angústia, sem qualquer sinal dele”, disse ela em março deste ano.

Menino de sete anos segue desaparecido após dois meses

Em 15 de junho, ossadas humanas foram achadas em um matagal no mesmo bairro onde Guilherme desapareceu. Apesar das especulações, era cedo demais para dizer se o material encontrado era do menino. A polícia ainda nem sabia se eram ossos de criança ou adulto e deu um prazo de 30 dias para que a situação fosse investigada.

Ossada que seria de criança é achada em matagal em JP

O prazo para identificação da ossada deveria ter durado um mês, mas foi estendido por causa dos problemas e precariedades registrados no IPC neste ano.

Paraíba está com investigações atrasadas por precariedades do IPC

 

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