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Pivôs do ataque ao PB1 seguem foragidos; Seap tenta captura

Uma semana depois, os três detentos que motivaram o ataque à Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes (PB1), em João Pessoa, seguem foragidos. Eles e mais 89 fugiram após um grupo de bandidos invadir o complexo prisional, metralhar guaritas e explodir o portão principal, na madrugada da última segunda-feira (10).

Desde então, órgãos de segurança realizam operações de captura dos foragidos. Quarenta e sete foram localizados, segundo a última atualização da Secretaria de Segurança Penitenciária (Seap). A ação no PB1 teve como objetivo libertar quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carros-fortes, mas apenas três conseguiram fugir. De acordo com secretário da Administração Penitenciária, coronel Sergio Fonseca, a expectativa é de que o trio seja capturado nos próximos dias.

“As polícias Civil, Militar e Federal estão em conjunto com a Seap para prendê-los. Logicamente, é uma estratégia de inteligência que não podemos revelar. Mas acreditamos que nos próximos dias eles serão recapturados. Estamos confiantes disso”, assegurou.

Nesta segunda-feira (17), a Polícia Federal na Paraíba divulgou que incluiu na difusão laranja da Interpol os nomes e fotos dos 45 detentos do PB1 que estão foragidos. A difusão laranja tem como objetivo alertar países vizinhos sobre algum evento, pessoa, objeto ou processo que represente ameaça grave e iminente à segurança pública.

Retorno das visitas

Conforme coronel Sergio Fonseca, a rotina na Penitenciária de Segurança Máxima começa a se normalizar a partir desta semana. As visitas de familiares aos presos tinha sido suspensa, devido às obras de reestruturação necessárias no prédio.

“Nesta semana, as visitas retornam para o PB2. Depois, ela retorna para o pavilhão 1 do PB1. O pavilhão 2 do PB1, onde teve a fuga, esse sim deve permanecer mais um tempo sem receber visitas”, informou.

O secretário da Administração Penitenciária também comentou a suspeita de que a chance de fuga em massa tenha sido informada aos presos durante a visitação no domingo (9), horas antes do ataque ao PB1. Segundo ele, não é possível monitorar as conversas entre detentos e familiares. Por esse motivo, não são planejadas ações especiais de fiscalização para o retorno dessas atividades.

“É possível que visitantes tenham passado ou combinado algo, mas não vamos poder monitorar o que é conversado, pois isso é proibido”, explicou.

Transferência

Ao Portal Correio, o coronel Sergio Fonseca voltou a afirmar que existe possibilidade de transferência de detentos para outras unidades prisionais. No entanto, ele preferiu manter sigilo quanto aos detalhes desse planejamento.

Entenda o caso

Ao menos 20 homens fortemente armados invadiram a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1) na madrugada do dia 10 de setembro e explodiram o portão principal, ocasionando a maior fuga em massa já registrada na Paraíba. Inicialmente, pela manhã, o governo do Estado informou que 105 presos haviam escapado da casa de detenção, mas um segundo balanço, divulgado à tarde, reduziu o número para 92.

A intenção dos bandidos era resgatar quatro detentos, que são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carros-fortes. Um deles não conseguiu fugir. Em contrapartida, muitos outros apenados foram beneficiados pela ação e escaparam do cárcere.

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