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Citados na Calvário, Waldson e Gilberto são exonerados

O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Waldson de Souza, e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, foram exonerados dos cargos. Ambos são citados na Operação Calvário, que investiga um esquema de corrupção formado na área da saúde para desviar dinheiro e pagar propina. De acordo com a publicação no Diário Oficial, a exoneração ocorreu a pedido.

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Para os cargos, foram nomeados Fábio Luciano de Araújo Maia, que vai assumir a Procuradoria-geral e o Planejamento. Fábio Andrade Medeiros será o novo procurador-geral.

A Operação Calvário já levou para a prisão a ex-secretária de Administração, Livânia Farias, e o ex-assessor dela, Leandro Nunes. Ela foi solta na semana passada.

A prisão de Livânia

A ex-secretária foi presa no dia 17 de março quando desembarcava no Aeroporto Castro Pinto, na Grande João Pessoa. Ela é suspeita de corrupção por envolvimento no que o Ministério Público classifica como organização criminosa, envolvendo a Cruz Vermelha, Organização Social que gerencia hospitais no Estado.

A prisão ocorreu após depoimento do seu ex-assessor Leandro Nunes, que revelou a participação direta da ex-gestora na suposta Organização Criminosa, que teria desviado recursos da Saúde e também realizado o pagamento de propinas destinadas a bancar campanhas eleitorais no estado.

Leandro confessou ser ele o homem flagrado no saguão de um hotel no Rio de Janeiro recebendo uma caixa supostamente de vinho. Na verdade, conforme o depoimento do ex-assessor, o que existia na caixa era o pagamento de uma propina no valor de R$ 900 mil.

Operação Calvário

As investigações da Operação Calvário são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa (CCRIMP), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A Operação Calvário apura a atuação de uma organização criminosa responsável por desviar R$ 1,1 bilhão a partir de fraudes em contratos firmados junto à unidades de saúde. Corrupção, lavagem de dinheiro e peculato estão entre os crimes praticados pela quadrilha.

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