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Geusa Ribeiro (Foto: Reprodução / TV Correio)

Nova liminar suspende eleição de Geusa em Cabedelo

"O que a Justiça determinar será cumprido, mas as eleições da Câmara ocorreram de forma correta, transparente e conforme o regimento", afirma Geusa

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A eleição da Câmara de Cabedelo volta a ser alvo de polêmicas. Nesta quarta-feira (19), a juíza Teresa Cristina de Lyra Pereira Veloso, da 4ª Vara Mista de Cabedelo, assinou uma liminar que concede tutela de urgência suspendendo as votações de 27 de novembro na Casa.

A medida atende a um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e ainda traz consigo a anulação de três projetos de lei aprovados na Câmara, que garantiam reajustes salarias a servidores do Município. As informações são do jornalista Écliton Monteiro, da Rede Correio Sat.

A presidente eleita na Casa, Geusa Ribeiro (PRP), disse ao Portal Correio, por telefone, que ainda estava obtendo detalhes da decisão e se preparava para uma reunião com advogados, no momento da ligação. “O que a Justiça determinar será cumprido, mas as eleições da Câmara ocorreram de forma correta, transparente e conforme o regimento”, afirmou.

Entenda

Os imbróglios envolvendo as eleições na Câmara de Cabedelo começaram em novembro, quando a Casa definiu a nova composição da mesa diretora para o próximo biênio (2019/2020). Através de uma manobra regimental, a atual presidente em exercício Geusa Ribeiro foi eleita presidente em substituição à Jacqueline Monteiro, atualmente presa por conta da operação Xeque-Mate.

Com a nova configuração, a partir de janeiro Geusa assumiria a prefeitura da cidade provisoriamente e conduziria o Município à realização da eleição complementar marcada para acontecer em março.

O atual prefeito em exercício Vitor Hugo (PRB) permanece no cargo até o dia 31 de dezembro deste ano, quando se encerrará o mandato como presidente da Câmara Municipal.

Victor Hugo denunciou um “golpe” que teria sido aplicado pela presidente da Câmara Municipal da cidade para tomar o poder no Município a partir de 1º de janeiro de 2019. Um dia depois dessa denúncia, em meio a protestos, os vereadores da cidade realizaram uma sessão, do lado de fora da Câmara, anulando a resolução que estabeleceu a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara. Os problemas envolvendo os parlamentares acabaram virando caso de polícia.

No começo de dezembro, a mesma juíza que assinou a liminar desta quarta (19), Teresa Cristina, já havia deferido outra liminar impetrada por vereadores de Cabedelo pedindo a anulação do Projeto de Resolução, que nomeou Geusa Ribeiro como presidente da Câmara. Houve mais confusão, agravando a situação administrativa da cidade.

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