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terça, 21 novembro 2017

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‘Envelhecer é bom’, dizem especialistas e idosos contra o preconceito com...

“Envelhecer é bom, é maravilhoso”. Quem diz é dona Carmelita Leandro Mendes, de 92 anos, que sempre foi dona de casa, ativa e está aposentada. Ela não reclama de nada e defende que chegar à terceira idade é melhor que os tempos de juventude. Essa ideia vai de encontro aos ‘padrões de beleza jovem’ explorados pela sociedade – e que a torturam – e foi discutida pela Bayer Brasil, em São Paulo, no dia 25 de outubro. Especialistas em saúde e jornalistas alertaram que o envelhecimento deve ser tratado como prioridade, como tema central de debates, tendo em vista a aceleração do crescimento populacional de idosos no Brasil e no mundo, o que exige cada vez mais preparo da sociedade e dos governos para lidar com o processo. Dona Carmelita não está sozinha. Assim como ela, Ceomar Polari, de 78 anos e Daura Silva Farias, de 82 anos, também não reclamam da terceira idade. Elas moram no condomínio Cidade Madura, um residencial exclusivo para idosos, localizado em Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa. "Faço artesanato, bordados, meus filhos me visitam. Não tenho problema com a velhice", afirma Dona Daura, que mostra orgulhosa os bordados e artesanato que faz do outro lado da cidade, no Altiplano, quase diariamente. "Faço várias atividades". Para quem pensa que envelhecer é ruim, ela aconselha. "Faça como eu. Vou levando até o dia que Deus quiser", finaliza a aposentada pelo Estado, viúva e mãe de cinco filhos Esse entusiamo também e parte da vida de Dona Ceomar. Mesmo estando ligeiramente preocupada com roupa e maquiagem enquanto recebia o jornalista para esta reportagem, ela não poupou carisma e disparou. "O que você precisa é ter boas relações, com pessoas dignas; alimentação é importante e ter cuidados médicos", disse ela, lembrando ainda que ter o apoio da família é fundamental para o bom envelhecimento. O mundo está envelhecendo Em um passado não muito distante, chegar à terceira idade era motivo de preocupação para muitas pessoas, mas essa perspectiva tem mudado positivamente e, chegar à maturidade aos 50, 60, 70, 80 anos ou mais, tem sido uma prova de que a terceira idade tornou-se o começo de um novo ciclo cheio de descobertas e aprendizado. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) afirma que envelhecer é um triunfo do desenvolvimento. A população acima dos 65 anos no Brasil representa 8% do total de 206 milhões de habitantes e a expectativa de vida para os nascidos entre 2015-2020 é que eles cheguem aos 72 anos, no caso dos homens, e 79 anos, no caso das mulheres. Atualmente, são 27 milhões de brasileiros que vivem com mais de 60 anos e movimentam R$ 1,5 trilhão da economia nacional. O número de idosos passará a ser 78 milhões em 2065. Levando em conta a taxa de fecundidade que saiu de 5.7 filhos em 1975 para 1.8 filho nos anos 2000, a população de 0 a 59 anos terá reduções de até 42,2%. No mundo, as pessoas com 60 anos ou mais já representam 12,3% da população e até 2050 esse número tende a aumentar para quase 22%. Mesmo assim, o envelhecimento é acompanhado, biologicamente falando, do aumento de riscos para o desenvolvimento de doenças, além de representar um desafio social e econômico. Com esse cenário iminente, a Bayer e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia realizaram uma pesquisa inédita sobre o significado de envelhecer para os brasileiros para entender se eles estão se preparando para chegar à maturidade plena e como encaram essa fase da vida.
Pesquisa Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa média de vida do brasileiro é de 77 anos. De 1940 a 2020 a expectativa média de vida terá aumentado em 167%. Isso porque, seguindo a tendência mundial de redução das taxas de natalidade e número de óbitos, a idade média do brasileiro passou de 45,5 anos, em 1940, para 78 anos, em 2020 (IBGE). Fomentada pelo desenvolvimento econômico e por avanços tecnológicos, tanto na medicina quanto no saneamento básico, essa transição demográfica aumentou a expectativa de vida da população e vem redefinindo o significado de 'terceira idade'. Mais ativos do que nunca, homens e mulheres com mais de 55 anos não só vivem mais, como vivem melhor. É o que aponta a pesquisa. Os resultados apresentados durante a entrevista coletiva 'Longevidade – Como chegar a uma maturidade plena', no Villa Bisutti, em São Paulo, revelam que 63% dos pesquisados pensam no envelhecimento e outros 37% não pensam. Desses que não pensam, a maioria (32,7%) diz que o faz porque “deixa o destino nas mãos de Deus”. Outros 21,2% alegaram que têm medo do que está por vir.Perguntados sobre como se sentem por envelhecer, 32,2% dizem que está tudo bem, enquanto outros 25,5% estão “preocupados”. Os demais responderam que não têm nenhum sentimento sobre isso (17,7%), estão assustados (14,9%) ou ansiosos (9,8%).
  Algumas questões, no entanto, afligem os mais maduros. A solidão (29%) é a principal delas, seguida da incapacidade de enxergar ou se locomover (21%) e do desenvolvimento de doenças graves (18%). Em resposta espontânea, os pesquisados disseram o que primeiro vem à mente quando se fala em envelhecimento. Abandono (medo de ficar sozinho); depender das pessoas; doença; família; envelhecer com saúde; morte; se sustentar; aposentadoria; descansar; solidão. Problemas de saúde, dependência e solidão também aparecem em outros pontos da pesquisa como os principais medos quando o assunto é envelhecimento. A maioria dos pesquisados acredita que o Brasil não tem preparo para cuidar da saúde dos idosos. São 89,5% contra 10,5% que defendem as condições de infraestrutura, saúde, segurança e lazer para essa parcela da população no país. A maioria dos entrevistados disseram ainda que o segredo para a longevidade é 'permanecer ativo' (21,2%); outros 14,9% defendem a prática de atividades físicas, enquanto 14,6% pregam a paciência e a gratidão. Economicamente ativos e socialmente engajados, esse público anseia por um envelhecimento mais saudável e melhor qualidade de vida. Para isso, visitam o médico (24%), se alimentam de maneira adequada (23%) e praticam exercícios regularmente (17%). As boas práticas não se limitam ao plano físico, a saúde mental também é observada: 76% dos entrevistados leem ou praticam alguma atividade que desafie o cérebro. Além disso, 64% frequentam eventos sociais semanalmente. Apesar de 62% ter alguma doença crônica e 65% fazer uso de medicamentos, 64% se consideram saudáveis. A pesquisa foi feita em outubro deste ano, com 2 mil entrevistados com mais de 55 anos, por meio de um questionário de múltipla escolha com 30 questões. A abordagem com o tema ‘envelhecimento’ foi feita em locais de grande movimento das cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Especialistas alertam A doutora Maisa Kairalla apresentou os resultados e classificou como "preocupante" o fato de alguns entrevistados não demonstrarem interesse com o futuro, quando todos eles têm mais de 55 anos e já estão a caminho da terceira idade ou em plena fase de envelhecimento. Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), seccional São Paulo, e coordenadora do Ambulatório de Transição de Cuidados da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Unifesp, a doutora alertou que há uma recepção ruim da velhice e um medo do Sistema Único de Saúde (SUS), que não é suficiente para garantir saúde pública de qualidade para toda a população – principalmente para os idosos. “Há pessoas que aguardam um ano e meio em filas de atendimento [na saúde pública]. Isso é triste e preocupante”, disse ela ao apresentar e comentar os números da pesquisa. Ela critica o preconceito que há com a terceira idade. “Ainda é comum os olhos da sociedade se voltarem para a velhice com preconceitos e rótulos que não representam mais esta parcela de nossa população. Mesmo que o envelhecimento faça parte de um processo natural do ser humano, que tem início desde o nascimento, ele ainda é acompanhado por estigmas que precisam ser quebrados”, afirmou Kairalla. “Levando em consideração que a população idosa brasileira triplicará até 2050, chegando a mais de 66 milhões de pessoas, segundo o IBGE, é fundamental ter atenção quando o assunto é o envelhecimento ativo e saudável. O idoso precisa ser autônomo, independente e praticar atividades que tragam propósito ao seu dia a dia”, disse a doutora. Ela ainda defende que a educação é a melhor saída para ajudar a população a envelhecer melhor. "É preciso que se tenha o planejamento do envelhecimento; educar melhor para combater o preconceito". Otimista quanto as possibilidades do Brasil, ela afirmou que há políticas públicas estruturadas para os idosos, mas que precisam de intervenções. "As políticas públicas nacionais são muito bem estruturadas para os idosos, mas elas precisam ser melhor exercidas e modernizadas", finalizou.
Médico especialista em envelhecimento, o doutor Alexandre Kalache explanou sobre o envelhecimento, classificando-o como 'revolução da longevidade'. Ele dirigiu por 14 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) e hoje preside o Centro Internacional da Longevidade Brasil, no Rio de Janeiro. "O Brasil ainda tem deficiências em pesquisas e no quadro de profissionais adequados para desenvolver projetos de alta qualidade para os idosos”, disse ele ao alertar que o país terá praticamente a mesma população de idosos do Canadá em 2050, mas não segue o ritmo de desenvolvimento desse rico norte-americano. “É preciso observar a perspectiva social para que se combata as desigualdades”. Segundo ele, a ‘revolução da longevidade’ ocorre com o aumento da população idosa no mundo, as necessidades de políticas públicas voltadas para essa camada e da reinvenção de conceitos. “Aposentadoria vem de ‘aposento’, um canto da casa onde o idoso ficava abandonado. Essa ideia tem que acabar! O idoso deve estar sempre integrado, viver em ambientes solidários, aproveitando seu tempo com o que lhe convier”, defendeu. “Se existiu a adolescência, agora temos a ‘gerontolescência’, na qual o idoso permanece com a mentalidade ativa, em meio a um futuro em que há não só o conhecimento, mas a imaginação. Estamos preparados para isso? Como vamos lidar com a diversidade tão presente entre os jovens de hoje, mas que serão os idosos de amanhã? Deve haver a ‘geratividade’ que é a inter-relação entre as gerações, de forma que uma cuide da outra, sem isolamentos ou exclusões”, alertou. Sobre o medo das doenças, doutor Kalache alerta. “A pessoa que ao longo de seu curso de vida toma medidas para prevenir doenças crônicas terá sem dúvida um melhor envelhecer. Terá acumulado o capital de saúde tão importante para a qualidade de vida na medida em que envelhecemos. Quanto mais cedo começar a tomá-las, melhor - mas nunca é tarde demais. No entanto, o processo de envelhecimento muitas vezes é acompanhado de enfermidades. Diferentemente do que acontecia há 20, 30 anos, métodos de diagnóstico precoce e tratamentos adequados fazem então toda diferença. Um diagnóstico de diabetes não é mais sinônimo de cegueira ou de insuficiência renal - desde que as intervenções sejam disponibilizadas a este paciente a tempo, com a segurança que o conhecimento médico hoje permite”.
  Quem também segue em defesa dessa reinvenção dos conceitos e discussões acerca do envelhecimento é a jornalista Márcia Neder. Autora do livro ‘A Revolução das 7 mulheres – um perfil da geração 50+ que está reivindicando e reinventado a maturidade’, ela reforça que “envelhecer é bom” e não deve ser tratado com uma “cortina preta” de omissões. “Os 60 são os novos 60. Temos que parar com isso de ‘os 60 de hoje são os 50 de ontem’, estimulando a criação de falsas verdades sobre a idade, como se envelhecer fosse algo ruim. Temos que tirar a velhice do gueto, com convivência de gerações. Velhice é um privilégio. É bom, não é ruim”, afirmou.
A jornalista Marília Gabriela, de 69 anos, também participou do evento e brincou ao afirmar que era a primeira vez dela como convidada de algo onde assumia ser velha. “É o primeiro evento que participo para falar sobre envelhecimento, onde eu me assumo velha”. Ela contou a experiência diante dos holofotes da mídia, que prega um padrão de beleza jovem, mas que não se deixou levar por isso, e ainda explicou ao Portal Correio como percebeu - quando tinha 34 anos - que está envelhecendo. "Foi uma casualidade. Eu olhei para o espelho e percebi: 'eu envelheci'. Eu perguntava pra todo mundo e as pessoas diziam 'não, não, você é louca', mas eu olhei e percebi. Na sua intimidade você percebe, mas as pessoas não percebem. Isso você só percebe de novo daqui a alguns anos. Não é obrigatório [se notar velho desta forma, se observando no espelho]". Marília Gabriela foi convidada e falou sobre envelhecimento
Foto: Marília Gabriela foi convidada e falou sobre envelhecimento Créditos: Divulgação/Bayer
Cidade Madura Considerado um ‘recanto’ para um envelhecimento com segurança, o condomínio Cidade Madura, na Paraíba, abriga idosos em quatro unidades instaladas em João Pessoa, no bairro de Mangabeira, Guarabira, Campina Grande e em Cajazeiras. Outras duas unidades estão previstas nas cidades de Sousa, com previsão de entrega até o mês de abril de 2018, e em Patos, onde ainda está sob processo de licitação. Todos os condomínios têm 40 casas de 54 metros quadrados, totalmente adaptadas para acesso de cadeiras de roda, apoios nos banheiros, terrenos planos, rampas e portas específicas.
Os idosos interessados devem se inscrever na Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), ter a partir de 70 anos, renda de um a três salários-mínimos, ser autônomos ou se não tiverem renda, precisam atestar que dependem financeiramente da família, para que ela assuma as despesas. No condomínio, eles pagam uma taxa simbólica de R$ 50, passam a ser concessionários das casas onde moram, não vivem internados ou isolados, podem viver com cônjuge ou companheiro (a) e são livres para ir e vir ou fazer qualquer atividade. O local é fechado e tem segurança garantida pela Polícia Militar e por vigilantes cedidos pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano (SEDH). Familiares e amigos dos residentes podem ter acesso com liberação do morador no interfone. Caso seja necessário acesso de pesquisadores, jornalistas ou estudantes, por exemplo, é preciso fazer solicitação de autorização à Secretaria. No local, os moradores têm acesso a um Núcleo de Assistência à Saúde com profissionais para atendimento diário porta a porta ou periodicamente. “João Pessoa foi a primeira cidade a receber a ideia, que é única nesse formato no Brasil. Outros Estados nos procuraram para ver como funciona o projeto e expandi-lo no país”, explicou ao Portal Correio a coordenadora-geral do Cidade Madura, Nirleide Dantas. Ela reforçou que o idoso não vive isolado. “Eles têm atividades diárias e são livres para ir e vir onde quiserem; participam de ações dentro do condomínio ou com famílias e comunidades fora dele. Não é uma internação; não há nenhuma forma de isolamento. Os moradores são livres e muito ativos". *O jornalista viajou a São Paulo para o evento a convite da Bayer Brasil.
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Coveiros: conheça histórias de homens que vivem dentro de cemitérios e...

Histórias de terror, curiosidades, vivência e dificuldades. O dia a dia de um coveiro não é nada fácil. Vai desde conviver com a tristeza dos outros, até a se adaptar e conviver com um ambiente que para muitos causa arrepios e calafrios. É, sem dúvidas, uma tarefa muito difícil, principalmente por estar ligada diretamente com os fatores psicológicos e emocionais do ser humano. Trabalhar em um cemitério, cavando covas, participando de funerais e enterros diariamente é a tarefa de Alis Ramos de Melo, que herdou de seu pai, Seu Antônio Ramos, a missão de ser um coveiro. “Aprendi desde cedo com meu pai, desde pequeno que o acompanhava nos cemitérios, e hoje estou aqui há mais de dez anos, fazendo o que gosto”, disse.
Alis Ramos, coveiroFoto: Alis Ramos, coveiro Créditos: Vinícius Miron
Aproveitando o Dia de Finados, o Portal Correio foi até o Cemitério São José, localizado no Bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, para conversar com os coveiros que lá trabalham, colhendo muitas histórias curiosas de um lugar que é temido por muitos: o cemitério.
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Agente de saúde desafia ‘cidade dos carros’ e usa bicicleta para...

Andar de bicicleta em qualquer grande cidade brasileira é um desafio, não só pelos poucos espaços específicos para ciclistas, mas também pelo alto índice de violência. Em um país onde cerca de 40 mil pessoas morrem anualmente no trânsito, pedalar em trechos compartilhados por veículos motorizados é um risco. Angélica da Silva Santos, de 35 anos, não se assusta com esses dados. Agente de saúde municipal, a servidora pública de João Pessoa (PB) pedala todos os dias para o trabalho e faz cerca de dez atendimentos diários sobre os pedais. A jornada de Angélica começa cedo. Após um rápido café da manhã, ela se apronta e põe a bolsa na cesta da bicicleta. É hora de começar o trajeto. A agente de saúde sai de casa por volta das 7h e segue pela rua onde mora até uma avenida principal. Entre calçamentos e asfaltos ruins, ela se arrisca no meio de uma cidade com 355 mil veículos motorizados e conta como é difícil trafegar de bicicleta em uma capital que tem 58 km de trechos para ciclistas, mas nenhum deles no bairro do Cristo Redentor, onde ela mora e trabalha, na Zona Oeste de João Pessoa. “Passo por várias situações difíceis. As ruas têm muitos buracos e para desviar deles, tenho que me expor aos carros. Ônibus e carros passam por mim e não têm muito respeito. Muitas vezes tenho que subir nas calçadas para o carro não bater em mim”, afirma ao Portal Correio, narrando o quanto os motoristas ignoram a Lei de Mobilidade Urbana.
Lei de Mobilidade em JPCréditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba
A agente de saúde atribui essa falta de respeito no trânsito à pouca educação e à falta de entendimento de que a bicicleta não é apenas para lazer, mas um importante meio de transporte. “Eles não têm educação para ver aquilo [a bicicleta] como um meio de transporte. Acham que o ciclista está atrapalhando. Não respeitam porque não têm educação”. Angélica sabe que João Pessoa tem ciclovias, ciclofaixas e faixas preferenciais espalhadas por 12 localidades, mas ela nunca experimentou andar em nenhuma delas, já que a mais próxima fica a cerca de 6 km do bairro onde ela mora e está completamente fora do percurso que precisa fazer diariamente. “As ruas são feitas só para carros. Conheço as ciclovias, mas nunca utilizei nenhuma delas”, explica.  
Entenda a diferença dos espaços para ciclistas (Fonte: Semob-JP)Foto: Entenda a diferença dos espaços para ciclistas (Fonte: Semob-JP) Créditos: Vinícius Miron/Correio da ParaíbaO chefe da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP), Carlos Batinga, reconhece que ser ciclista e pedestre na capital paraibana é um desafio perigoso, mas defende projetos atuais e os que seguem em fase de implantação – mesmo que ainda não sejam suficientes. Ele também critica o que chama de “cultura do automóvel”.“Sem dúvida é um desafio andar a pé e de bicicleta em João Pessoa. A cultura do automóvel foi bastante incentivada e transformou as cidades para carros e máquinas, esquecendo as pessoas. O grande trabalho nosso é humanizar as cidades e isso passa pelo investimento em circulação de pessoas em modos não motorizados. Quando se tem esse investimento, boa parte das pessoas critica e defende espaços urbanos para os automóveis, não para pessoas. Ao longo do tempo, calçadas e canteiros foram desfigurados para dar espaço ao automóvel e nenhuma cidade do mundo conseguiu resolver problemas de mobilidade através do sistema motorizado. Foi sempre investindo no transporte coletivo e nos modos não motorizados”, afirma. Dados numéricos
Créditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba   Para Batinga, ter espaços para ciclistas é fundamental para que se tenha uma cidade sustentável. Consciente de que João Pessoa ainda deixa a desejar na quantidade de espaços para ciclistas, ele explica que essas alterações não ocorrem de forma rápida e além de precisarem de investimentos, podem demorar anos para que sejam efetivadas. “O espaço para ciclistas e pedestres é fundamental para você ter uma cidade sustentável, com mobilidade urbana funcionando. A Lei da Mobilidade prioriza modos não motorizados e o transporte coletivo, em detrimento ao individual motorizado. [Estamos] implantando ciclovias e ciclofaixas, como a da Avenida Beira-Rio. O Plano de Mobilidade de João Pessoa inclui um projeto de rede cicloviária que venha a ser dado continuidade em várias administrações. Para que você construa essa rede, não vai ser de um ano pra outro, mas é fundamental que se tenha esse planejamento”. Plano Diretor de Mobilidade (Fonte: Semob-JP)
Créditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba  
Angélica não espera por esse plano de mobilidade para seguir seu trajeto diário. Sem medo, ela encara a jornada sabendo de todos os riscos que corre, sem nunca ter passado por nenhum problema grave e sem usar equipamentos de segurança. “Nunca caí, nem nunca atropelei nem bati em ninguém. Não uso material de segurança nem de sinalização, mas reconheço que é um erro meu. Esqueço que é necessário e tenho que melhorar”. Os equipamentos de segurança para ciclistas são fundamentais. Mesmo que não eliminem todos os riscos, eles podem reduzir possíveis gravidades em casos de acidentes. Quem explica é Carlos Augusto Santana, conhecido como ‘Guto’, membro do grupo ‘Salva Bike’, que reúne ciclistas de João Pessoa e região metropolitana. “O primeiro equipamento, com certeza, é o capacete. O segundo são as luvas, para não arranhar as mãos, e o terceiro são os de sinalização, como lanternas dianteira e traseira. Em uma queda, geralmente se bate logo a cabeça; o segundo [a sofrer impacto] são as mãos, porque você vai querer se defender”, diz ele ao Portal Correio.
Conheça a Salva BikeCréditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba  
Mesmo sem nunca terem se visto para conversar sobre o assunto, Angélica, Batinga e Carlos Augusto têm a mesma opinião sobre as dificuldades para ciclistas nas grandes cidades. Enquanto Batinga reforça o discurso de que “todos somos pedestres” e Angélica critica a falta de respeito dos motoristas, Carlos Augusto não pensa diferente e vai mais longe, ao mandar uma mensagem para a agente de saúde e afirmar que falta “amor ao próximo” no trânsito. “Angélica, independente dos horários, você tem que estar preparada fisicamente, psicologicamente; os equipamentos de segurança você tem que estar com eles. Mesmo que seja um trajeto pequeno, pelo menos use o capacete. Tenha amor a você mesmo, porque os outros não vão ter”, alerta, em recado direto para Angélica. Apesar de todos os perigos, Angélica nem pensa em trocar a bicicleta por um transporte motorizado. “Gosto de pedalar; me acostumei, não fiz nenhum esforço até hoje para trocar a bicicleta por uma moto”, finaliza a agente de saúde.
Angélica desafia os carros para trabalhar de bicicletaFoto: Angélica desafia os carros para trabalhar de bicicleta Créditos: Alisson Correia/Portal Correio
Por Alisson Correia
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Paraibana transforma sequelas de acidente em história de superação

Um acidente, três meses dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dois anos depois a superação que se reflete na ajuda a quem não consegue viver com traumas de uma violência no trânsito. A história que você vai conhecer agora é protagonizada pela jovem Rayanna Karla do Nascimento. Pronta para casa, ela viu sua vida tomar um rumo inesperado após um grave acidente. No dia 30 de agosto de 2015, Rayanna se preparava para tirar suas fotos do casamento, saiu de Guarabira com seu noivo em direção a Alagoinha, no Brejo do estado, foram de moto. “A gente se preparou muito para esse ensaio e eu me lembro que passaram vários domingos e eu adiava o ensaio, porém chegou nesse dia e decidimos ir, me maquiei e me arrumei e marcamos de ir para essa fazenda com intuito de realizarmos o ensaio. Nunca tínhamos andado sem capacete, mas nesse dia eu não usei, pois ia desarrumar meu cabelo”, disse Rayanna. Faltavam apenas 15 dias para o casamento, porém as fotos não foram reveladas. Um acidente marcou de vez a história do casal. “Fomos até a fazenda, fizemos o ensaio com a fotógrafa, era um dia muito esperado, pois íamos firmar nosso relacionamento de 6 anos. Fizemos o ensaio e chegou a hora de ir embora. Até que nós convidamos nossa fotógrafa a ir na nossa mesma foto. Quando chegamos na pista, a única imagem que me lembro era um carro vindo em nossa direção, um carro vermelho. Só lembrei da pancada nas minhas costas”, disse. “O motorista estava embriagado, vinha de uma vaquejada, mas ele me arrastou por 60 metros até o carro dele estancar. Ele saiu do carro correndo, e o pneu estava em cima do meu rosto. Meu noivo tentou de várias maneiras me ajudar, mas o povo não deixou mexerem no meu corpo”, relatou. Rayanna teve lesões graves em todo o corpo, passou 13 dias em coma e quase três meses na UTI. A recuperação foi dolorosa e lenta. “De três em três dias eu ia pra João Pessoa fazer os curativos das duas pernas, do braço e da parte esquerda da face. Fiquei com a orelha pendurada e tomava anestesias de três em três dias. Até que o médico disse que eu não agüentaria fazer os curativos em João Pessoa, que teria que fazê-los em casa. Era muita dor, eu gritava, chorava...”, disse emocionada. O apoio em casa foi essencial dentro de casa. “Ninguém acreditava. A enfermeira chamou a minha tia e perguntou se ela tinha religião, então minha tia disse que sim, daí a enfermeira falou pra ela orar muito, pois minha situação era muito difícil. Eu sou a prova viva de uma oração. A região toda orou por mim, mas o pior já passou, agora só a recuperação, com muita fé que tudo vai dar certo, com muita fé”, disse. O que para muitos pode ser uma história triste demais para ser contada, fez Rayanna encontrar um propósito para tudo que aconteceu. Ela começou a postar em suas redes sociais fotos desde que saiu da UTI e começou a recuperação. Essas postagens ajudaram pessoas que ela nem conhecia, de vários estados do Brasil. “Eu recebi um depoimento de uma seguidora que teve paralisia facial, e o sorriso dela é toro, igual ao meu. Ela nunca tinha tirado uma foto sorrindo, então eu mandei meu testemunho para ela, e ela tirou uma foto sorrindo e me mandou”, comentou. Aos poucos Rayanna tenta voltar ao ritmo que tinha antes. Ela ainda tem dificuldades para andar e fazer tarefas consideradas simples, mas aproveita o tempo para ler e pensar no futuro. “Eu sempre tive essa vontade de ajudar as pessoas, até que aconteceu isso. Por isso que eu sempre digo que a vida não é por acaso. Hoje eu consigo ajudar as pessoas por meio das redes sociais, coisa que eu nunca imaginei em fazer com outra pessoa”, disse.
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