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Entenda o que é e como começou a greve dos caminhoneiros

Iniciada na segunda-feira (21), a greve dos caminhoneiros chegou ao oitavo dia nesta segunda (28). Chamada de ‘Crise do Diesel’, nela os grevistas se manifestam contra o aumento no valor dos combustíveis e cobrança de pedágio por eixo suspenso em todo o país. O Portal Correio acompanhou com intensidade todos os acontecimentos durante a semana, na maior cobertura online da Paraíba. Acompanhe abaixo:

Segunda-feira (21)

A cobrança por melhores condições de trabalho e a redução no preço cobrado pelo óleo diesel motivaram um protesto de caminhoneiros, nesta segunda-feira (21), em todo o país.

Na Paraíba, algumas rodovias foram interditadas com pneus queimados e caminhões parados. No primeiro dia de paralisação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou manifestações em rodovias que cortam as cidades de Campina Grande, Marizópolis e Soledade. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad, afirma que poderia haver desabastecimento de combustível em todo o estado, como consequência dos protestos.

No dia anterior (20), uma liminar proibindo a interdição pelos caminhoneiros foi concedida pelo juiz Emiliano Zapata. Com a decisão do magistrado, o sindicato da categoria está sujeito a pagamento de multa no valor de R$ 200 mil, caso ocupem, obstruem ou dificultem a passagem  de veículos em rodovias federais no estado.

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Terça-feira (22)

Mesmo com os protestos já acontecendo em todo o país, a Petrobras anuncia aumento do preço da gasolina. A gasolina sobe 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Os caminhoneiros continuam com as manifestações e interditam as rodovias BR-101, BR-412, e BR-230. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, foram registrados sete pontos de interdição na Paraíba.

Como consequência, 40% dos postos de combustível da Paraíba já estavam com falta de gasolina, etanol ou diesel.

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Quarta-feira (23)

No terceiro dia de manifestação nacional e o primeiro dia de paralisação em João Pessoa, a Petrobras anuncia queda no preço dos combustíveis nas refinarias de todo o país. A gasolina caiu 2,08% e o diesel, 1,54%.

Na região de Três Lagoas, na Zona Oeste de João Pessoa, mais de 200 caminhões ficaram parados durante a manhã. A Polícia Rodoviária Federal informou que não houve bloqueios totais nas vias, já que existe uma determinação judicial proibindo que os caminhoneiros fechem totalmente as estradas federais, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora.

Já os ônibus de João Pessoa e Campina Grande, tiveram redução da frota. Em João Pessoa, a diminuição foi de 25%, e em Campina Grande, 38%.

Taxistas, motoristas de Uber e alternativos se uniram aos caminhoneiros para protestar contra o aumento do combustível, bloqueando algumas vias públicas da Capital e em Campina Grande.

Empresas de ônibus de transporte estadual e interestadual cancelaram a venda de passagens por conta dos protestos dos caminhoneiros nas rodovias federais que cortam a Paraíba.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) registra sete pontos de congestionamento e lentidão em algumas vias de João Pessoa. O Portal Correio acompanhou tudo simultaneamente.

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Quinta-feira (24)

A falta de combustível faz o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, cancelar visita à Paraíba. Os serviços considerados essenciais na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, são suspensos por falta de combustíveis. De acordo com a prefeitura, os serviços de coleta de lixo e o transporte escolar só serão restabelecidos quando o abastecimento voltar à normalidade.

A Petrobras anunciou a terceira redução consecutiva do preço da gasolina. O litro do combustível passou a custar R$ 2,016 nas refinarias da estatal, uma queda de 0,72% em relação ao preço atual (R$ 2,0306).

Os protestos afetaram vários setores como abastecimento de alimentos no Estado e refletiu também no Poder Judiciário. Tanto que o Tribunal de Justiça decidiu suspender o expediente e os prazos processuais em João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

A frota de ônibus de transportes públicos de João Pessoa foi reduzida em 50% devido às intensas mobilizações contra o aumento do combustível.

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Sexta-feira (25)

Os moradores do bairro José Américo, em João Pessoa, aderiram ao protesto que começou com os caminhoneiros em todo o Brasil. Moradores sentem as consequências da ausência de resposta à paralisação e decidiram fechar a Avenida Hilton Souto Maior.

Cerca de 120 transportadores escolares e de turismo realizam protesto durante a manhã, em João Pessoa, e 15 cirurgias eletivas foram canceladas no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW).

Ainda na sexta-feira, o governo federal autoriza o uso de forças federais de segurança para liberar as estradas bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam desbloqueadas pelo movimento. Também chega ao fim o estoque de gás de cozinha em todas as revendedoras da Paraíba.

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Sábado (26)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu determinar o desbloqueio das rodovias do país que foram paralisadas pelo movimento nacional de caminhoneiros.

Uma pessoa morreu na tarde do sábado após um posto de gasolina ser assaltado, na Avenida Edson Ramalho, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A ação teria sido feita por dois homens em uma moto.

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Domingo (27)

Os aeroportos de João Pessoa e Campina Grande registraram falta de combustível. Outros doze também estiveram com o mesmo problema no país. Ainda o secretário do Procon Municipal de João Pessoa, Helton Renê, divulgou um celular de emergência para denunciar preços abusivos em postos de combustíveis, gás de cozinha e supermercados. Também um grupo colaborativo no Whatsapp foi criado para ajudar a informar onde tem combustíveis em João Pessoa. 

Algumas instituições de ensino e unidades de saúde da Paraíba suspenderam suas atividades para esta segunda-feira (28).

Após assembleia realizada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP), os ônibus de João Pessoa terão redução de 30% na frota em circulação.

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Segunda (28)

Chegamos ao oitavo dia de manifestações em todo o país, com a resposta do governo federal que cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro.

Em João Pessoa, há aglomeração e muita demora nas paradas dos transportes coletivos. E quem conseguiu pegar o ônibus, teve que enfrentar superlotação nos veículos. Já os transportadores escolares que atuam em João Pessoa realizaram protesto na manhã desta segunda-feira (28) nas principais ruas da cidade.

A Petrobras reduziu, pela quinta vez consecutiva, o preço da gasolina nas refinarias. A partir desta terça (29), o combustível terá redução de 2,8% no preço e passará a custar R$ 1,9526 por litro. Desde 16 de maio, a gasolina não custava menos do que R$ 2. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta segunda-feira (28), em entrevista coletiva, que o reajuste de preços de combustíveis será feito inicialmente daqui a 60 dias e depois, mensalmente.

As aulas nas escolas municipais de João Pessoa foram suspensas e as creches terão o expediente reduzido.

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