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Número de assassinatos caiu, mas violência ainda marcou 2019

Uma redução de 21% no número de assassinatos na Paraíba foi registrada de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2018. Segundo relatório da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds), houve uma queda de 1.104 casos para 873, em números absolutos. Os homicídios de mulheres também tiveram queda nos registros, saindo de 78 registros nos 11 meses do ano passado para 67 em 2019, representando queda de 14%.

Em relação à taxa, a Paraíba tem uma redução acumulada de 43% desde 2010, saindo de 41,5 mortes por 100 mil habitantes para 23,8 (projeção para 2019). Já a capital paraibana reduziu em 66% a taxa de homicídios, que deve cair de 71,3 para 24,5 no mesmo período. Em Campina Grande, a taxa vai sair de 51,7 em 2010 para 12,8 mortes por 100 mil habitantes, segundo projeção. Já diminuição de assassinatos com vítimas do sexo feminino no Estado chega a 48% em oito anos.

Apesar disso, os casos de violência ainda assustam e trazem sofrimento. Relembre abaixo os casos mais marcantes de 2019.

JANEIRO

A Avenida Epitácio Pessoa, principal via da capital paraibana, foi fechada no sentido Centro-praia durante ação de pelo menos dois bandidos armados, os quais cometeram assaltos contra ocupantes de dois carros, na noite do dia 16 de janeiro de 2019, no trecho que corta o bairro Expedicionários, na Zona Leste da cidade. Assustados, outros motoristas acabaram fugindo na contramão. O fato ocorreu apenas oito dias após a Polícia Militar anunciar intensificação de operações nos principais corredores urbanos de João Pessoa.

A dupla suspeita de cometer tentativa de homicídio a um mototaxista em frente ao Shopping Luiza Motta, em Campina Grande, foi presa no dia 18 de janeiro. Eles se apresentaram à 6ª Delegacia Distrital após emissão de um mandado de prisão pela Justiça da Paraíba. Os suspeitos são pai e filho e a possível motivação para terem cometido os crimes, segundo a Polícia Civil, seria por uma briga acerca de uma vaga no ponto de trabalho.

FEVEREIRO

Um jovem que participava do Bloco Virgens de Tambaú, na noite do dia 24 de fevereiro, em João Pessoa, morreu após ser atingido por um tiro. A informação é do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, para onde a vítima chegou a ser socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros. O jovem recebeu procedimentos médicos de emergência, mas não resistiu à gravidade do ferimento.

MARÇO

Depois de cerca de 15 horas de julgamento, Edvaldo Soares da Silva foi condenado a 31 anos de prisão no dia 1º de março. O júri popular entendeu que foi ele o assassino da jovem Rebeca Cristina em 2011. À época, Edvaldo era padrasto da jovem que tinha apenas 15 anos e foi encontrada morta após ser estuprada.

 

 

  • Após condenação de assassino, mãe diz que ‘Rebeca pode descansar’
    Rebeca

    Tereza Cristina conta que foi doloroso acompanhar o julgamento (Foto: Reprodução/TV Correio)

    “Agora minha filha pode descansar e eu posso tocar minha vida para frente”. Foram essas as palavras de Tereza Cristina, mãe de Rebeca, após a justiça condenar a 31 anos de reclusão Edvaldo Soares da Silva pelo estupro e assassinato da vítima. O crime aconteceu em 2011. Rebeca Cristina tinha 15 anos.

“A Justiça foi feita. Minha filha agora pode descansar e eu tocar minha vida para frente, até porque eu tenho um outro filho pequenininho”, disse Tereza Cristina, emocionada e com um urso de pelúcia que pertencia a Rebeca nas mãos.

ABRIL

Uma estudante e um vigilante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foram baleados durante assalto a um carro-forte dentro da instituição, no dia 1º de abril, em Campina Grande. 

Bandidos armados teriam assaltado um carro-forte que abastecia a agência bancária que fica dentro do prédio. Houve tiroteio. A polícia foi acionada ao local, mas os assaltantes já tinham fugido, eles levaram um malote de dinheiro, uma arma, e deixaram um segurança e uma aluna baleados.

Foi preso, no dia 16 de abril, Lambert Cabral Leal de Oliveira, de 51 anos, suspeito de ter assassinado o professor José Alves Dionísio, 61 anos, encontrado morto no dia 15 de abril em um matagal na cidade de Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa.

Após audiência de custódia ocorrida no dia 16 de abril, no Fórum Juiz João Navarro Filho, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, a Justiça manteve a prisão temporária de Lambert Cabral Leal de Oliveira, de 51 anos, suspeito de ter assassinado o professor José Alves Dionísio, 61 anos, encontrado morto no dia 5 de abril em um matagal.

MAIO

Um caso grave, que será investigado pela Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap), foi registrado na cidade de Solânea, município do Agreste paraibano, a 147 quilômetros de João Pessoa. Um estelionatário preso em agosto do ano passado fugiu da Cadeia Pública e, de acordo com uma fonte que não quis se identificar, levou uma pistola do Sistema Penitenciário.

O diretor da Cadeia Pública de Solânea, Fernando Diogo Júnior, de onde fugiu na última semana o estelionatário Allan Junior Fernandes, emitiu através de suas redes sociais, uma nota oficial sobre o caso.

Segundo ele, Allan não teria regalias, diferente do que foi apontado por uma fonte do Portal Correio. Ele afirmou que o detendo “apenas prestava serviços junto à unidade para fins de remição de pena”.

  • Morte de radialista teria sido motivada por briga sobre relógio
    Radialista

    Joacir Rocha de Oliveira Filho foi morto em CG (Foto: Reprodução)

    Foi preso no dia 31 de maio um empresário suspeito de matar o radialista Joacir Rocha de Oliveira Filho, de 35 anos, dentro de um restaurante do Centro de Campina Grande. Segundo apuração da TV Correio, o motivo seria uma discussão envolvendo um relógio.

Inicialmente, assim que o empresário foi preso, as primeiras apurações eram de que a morte teria sido por causa de uma briga política.

 

 

JULHO

O homem apontado como responsável pelo acidente que deixou cinco feridos na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, no dia 1º de julho, se apresentou à Central de Polícia Civil mas não respondeu às perguntas das autoridades que investigam o caso. Ele foi liberado em seguida.

Um policial militar reformado foi preso no dia 9 de julho, suspeito de participação no crime que envolveu a morte do radialista Joacir Rocha de Oliveira Filho, de 35 anos, dentro de um restaurante do Centro de Campina Grande no dia 30 de maio deste ano.

Ao Portal Correio, a delegada Suelane Guimarães, da Delegacia de Homicídios de Campina Grande, informou que a prisão aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, expedido pelo 1º Tribunal do Júri de Campina Grande.

A família dos idosos envolvidos no acidente da Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, que aconteceu no dia 1º de julho , fez um apelo aos condutores para que tenham atenção e sejam mais responsáveis no trânsito. Cinco pessoas ficaram feridas e todas, inicialmente, foram socorridas para o Hospital de Trauma da Capital. 

O empresário Ramilson Tadeu da Silva Pereira, 31 anos, apontado como responsável pelo acidente que no dia 1º de julho deixou cinco pessoas feridas na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa em 2016. Informações obtidas pelo CORREIO, através do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), do Detran-PB, mostram que o condutor perdeu o direito de dirigir três anos atrás, por somar mais de 20 pontos na carteira.

Oito suspeitos de um assalto em Santa Cruz do Capibaribe (PE) foram mortos durante ação integrada das polícias de Pernambuco e da Paraíba, no dia 2 de julho. O bando teria participado da morte de um policial militar do estado vizinho durante troca de tiros após o roubo.

A ação das polícias ocorreu em uma localidade que fica entre as cidades de Barra de São Miguel e Riacho de Santo Antônio, no Cariri da Paraíba, região onde o carro dos bandidos também foi achado.

 

 

Um vereador do município de Betânia, no Sertão de Pernambuco, estaria entre os oitos mortos durante confronto com a Polícia Militar entre Barra de São Miguel e Riacho de Santo Antônio, no Cariri da Paraíba. O grupo teria participado da morte de um policial militar de Pernambuco no dia 1º de julho, durante troca de tiros após roubo na cidade de Santa Cruz de Capibaribe. De lá, eles fugiram em direção à Paraíba, onde foram localizados no dia seguinte.

  • Menino é acorrentado, espancado e torturado pela mãe, diz polícia
    Menino

    Criança apresentou quadro clínico de desnutrição e marcas pelo corpo. Na foto, o ‘antes e depois’ da violência (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

     

    Um menino de sete anos deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande no dia 10 de julho, vítima de agressão doméstica. Ele estava sendo mantido em cárcere privado pela própria mãe, na zona rural do município de Boqueirão, conforme o Conselho Tutelar informou à TV Correio. A criança foi encontrada acorrentada e teria sido espancada com fios elétricos e cordas.

A mulher suspeita de torturar o filho de sete anos na cidade de Boqueirão, Agreste paraibano, e o companheiro dela, apontado pela polícia como cúmplice, foram detidos pela Polícia Militar, prestaram depoimento na delegacia da cidade e foram liberados.

O delegado que conduz as investigações, Francisco Iasley Almeida, explicou que o depoimento foi colhido pela delegada de plantão, que não pôde manter o casal preso pois não havia mais situação de flagrante delito.

Exames feitos pelas equipes de perícia do Núcleo de Medicina Legal em Campina Grande (Numol) comprovaram que um menino de sete anos era espancado e torturado, em Boqueirão (PB). O fato passou a ser investigado pela polícia desde o dia 10 de julho, quando funcionários da escola onde ele estuda o perceberam magro e com ferimentos.

A mãe suspeita de torturar e espancar o filho de sete anos, na cidade de Boqueirão, Agreste da Paraíba, foi presa no dia 18 de julho pela Polícia Civil. Junto a Maria Aparecida Silva Sousa, de 26 anos, o agente de saúde e atual marido dela, Edilson Cosme de Albuquerque, de 25 anos, também foi preso suspeito de participação no crime. As prisões são de caráter preventivo. Os dois tinham sido presos antes, mas foram liberados após depoimentos por falta de flagrante.

O menino de sete anos vítima de tortura pela própria mãe passou por cirurgia de reconstrução do couro cabeludo no dia 22 de julho, no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Conforme boletim médico, foi utilizado enxerto de pele no procedimento. A mãe e o padrasto do menino foram presos em caráter preventivo.

AGOSTO

O menino de sete anos que foi espancado e torturado pela própria mãe na cidade de Boqueirão, no Agreste da Paraíba, recebeu alta do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande no dia 10 de agosto. A criança, vítima de agressão doméstica, deu entrada no dia 10 de julho na unidade hospitalar junto a uma tia, com quem está provisoriamente após os 30 dias de recuperação no hospital.

O menino de sete anos que foi torturado pela mãe e pelo padrasto está sob cuidados de uma tia materna, de acordo com o Conselho Tutelar. Ele recebeu alta do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, no dia 10 de agosto. Segundo o diretor técnico da unidade, doutor Gilney Porto, em entrevista à Rádio Correio, a decisão pela alta hospitalar foi feita em conjunto com autoridades que acompanham o caso.

vítima

Paulo Germano foi morto com três tiros em um falso assalto (Foto: Reprodução/TV Correio/Arquivo pessoal)

O filho adotivo do auditor fiscal Paulo Germano Teixeira de Carvalho, de 67 anos, que morreu no dia 7 de julho em um suposto assalto numa granja em Paratibe, na Zona Sul de João Pessoa, foi preso no dia 26 de agosto, suspeito de ser o mandante do crime. Inicialmente, a polícia trabalhou com a hipótese de latrocínio, mas com o andamento das investigações, as autoridades chegaram ao filho da vítima, que seria o responsável pelo assassinato.

 

Paula Carvalho seria a próxima vítima do irmão adotivo Paulo Rodrigo Ribeiro Teixeira de Carvalho, preso nesta segunda-feira (26), suspeito de mandar matar o pai adotivo, o auditor fiscal Paulo Germano Teixeira de Carvalho, de 67 anos. Ele morreu no dia 7 de julho em um falso assalto numa granja em Paratibe, na Zona Sul de João Pessoa.

SETEMBRO

Baleados, UEPB

Tentativa de assalto ocorreu a esta agência dentro da UEPB – (Foto: Imagem compartilhada no WhatsApp)

Foi preso o último suspeito de participar do assalto a um carro-forte de uma agência bancária localizada na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, que ocorreu em 1º de abril deste ano. Segundo a Polícia Civil, o homem detido, de 30 anos, é aluno da instituição e foi preso durante a manhã do dia 18 de setembro, em Campina.

 

OUTUBRO

O suspeito de matar o empresário Aldeone Antunes Moreira, de 32 anos, encontrado morto no dia 17 de setembro, no bairro do João Paulo II, em João Pessoa, foi preso na manhã de sábado, 12 de outubro. O homem de 19 anos foi preso no bairro de Tibiri, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. O jovem foi preso em casa, teve a residência foi cercada, e ainda assim ele tentou escapar, pulando para um terreno vizinho, mas acabou preso.

 

NOVEMBRO

O penúltimo mês de 2019 trouxe uma notícia bastante inusitada para as páginas policiais paraibanas. Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até uma plantação de maconha legalizada em João Pessoa. A plantação medicinal foi confundida com um laboratório ilegal de cultivo de maconha. A PM chegou a acionar o helicóptero Acauã. Confira:

Sementes

Maconha era cultivada para fins medicinais (Foto: Divulgação/Will Cox)

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a executar, equivocadamente, uma operação contra a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança), no dia 21 de novembro, em João Pessoa. A associação é responsável pela fabricação de medicamentos à base de canabidiol e foi confundida com um local que estaria cultivando maconha ilegalmente.

 

DEZEMBRO

  • Empresário morto na praia comemorava aniversário
    Empresário

    Uranildo Farias tinha 59 anos (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Correio)

     

    Um homem morreu ao ser atingido por pelo menos um tiro na manhã de sábado, 7 de dezembro, na orla do Bessa, em João Pessoa. O empresário Uranildo Farias, de 59 anos, comemorava o aniversário na areia da praia quando foi baleado. Conforme apuração da Polícia Militar, a vítima teria sido abordada por dois jovens na praia. A partir de apurações iniciais, não teria ocorrido tentativa de assalto e os criminosos mataram o empresário sem roubar nada.

 

Pai e filho foram presos suspeitos de matar o empresário Uranildo Farias Cunha, de 59 anos, no dia 7 de dezembro. A vítima estava na praia do Bessa, em João Pessoa, comemorando o aniversário, quando foi abordada em uma tentativa de assalto e assassinada com pelo menos um tiro. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, os presos são Josias Pereira da Silva, de 44 anos, e o filho dele, Isaías da Silva Pereira, de 19 anos, e teriam confessado o crime com detalhes. Um terceiro suspeito no caso ainda é procurado.

Padrinhos

Nelsivan Marques foi condenado a 68 anos de prisão (Foto: Reprodução/TV Correio)

O empresário Nelsivan Marques de Carvalho foi condenado a 68 anos de prisão, no dia 9 de dezembro, por ser mentor intelectual dos assassinatos dos sócios Washington Luiz Alves de Menezes e Lúcia Santana Pereira. Eles eram padrinhos do casamento de Nelsivan e foram mortos a tiros ao saírem da festa, no dia 29 de março de 2014, em Campina Grande.

 

Um homem foi preso em São Bento, no Sertão da Paraíba, no dia 11 de dezembro, suspeito de ter assassinado a ex-namorada com um tiro na cabeça. Ao chegar à casa dele, a polícia ainda descobriu uma fábrica clandestina de água mineral com botijões e lacres falsificados.

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